Ano Novo... 2009 batendo na porta.


E depois da retrospectiva feita, tava pensando, o que eu quero levar de 2008 comigo?



Quero levar os sorrisos sinceros, as palavras carinhosas, os telefonemas inesperados, as amizades verdadeiras, os sentimentos correspondidos, as festas divertidas, as tardes tranquilas, os dias de frio embaixo das cobertas, o sorriso das crianças, a festa dos meus cachorros, o canto dos pássaros, o abraço da minha mãe, a compreensão dos irmãos, as conversas despretenciosas, as novas amizades, as antigas amizades, as novas descobertas, os beijos com amor, os abraços apertados, as palavras de incentivo a sensação do novo, do inesperado.

E claro, tem muitas outras coisas, que nem caberiam aqui, pois felizmente, as coisas boas são infinitamente maiores dos que as ruins, que é claro, existiram sim, até porque, que vida sem graça seria sem algumas adversidades.



Pode ter sido um ano dificil pra muita gente, mas penso que as coisas ruins ou desagradáveis, servem para nos ensinar algo, nos tornar vivos, e nada é perda de tempo, tudo é aprendizado. Basta saber enxergar.

E sabe, posso dizer com certeza que esse foi um ano muito bom... com altos e baixos, mas muito bom.

Então, queria deixar aqui, meu abraço carinhoso a todas as pessoas que conheci através do blog, um mundo novo foi me apresentado desde que começei a escrever, e fico imensamente feliz em saber que muitas pessoas se identificam e gostam do que eu escrevo, isso para mim foi com certeza um dos maiores ganhos de 2008.


Obrigada a cada um, que com sua forma carinhosa e especial, suas palavras de incentivo e amizade, (alguns mesmo estando longe) foram responsáveis por eu estar aqui hoje, escrevendo, e tentando mostrar um pouquinho de quem eu sou.



Um Feliz Ano Novo a todos..... e nos vemos em 2009!!!














 
 


Retrospectiva.


O ano tá acabando, impossível não fazer a tão conhecida retrospectiva.
O que fiz, o que deixei de fazer, o que era para não ter feito, o que poderia ter dito, o que com certeza nunca deveria ter sido dito, etc etc...
Nas últimas semanas esse pensamento tem quase que diariamente me assombrado, e confesso que já coloquei tanta coisa na balança que em determinados momentos me perdi.
Então, deixo aqui uma pergunta: O que você fez para que seu ano fosse inesquecível?
Tipo, coisas que só dependeriam de ti para serem realizadas.
Eu já me fiz essa pergunta, e depois de horas filosofando comigo mesma, cheguei à algumas conclusões.

*Deveria ter sido mais persistente, menos acomodada.
*Ter dito mais vezes eu te amo, e com certeza escolher melhor quem deveria ter ouvido isso.
*Ter feito mais exercícios.
*Ter comido coisas mais saudáveis.
*Ter ficado mais em casa com minha família, ter saído mais com os amigos.
*Ter comprado menos bobagens, e mais livros.
*Ter ido mais vezes ao cinema.
*Ter tido tempo para caminhar sem rumo, sem pensar em nada.
*Ter ido mais a praia, e ficar somente olhando o mar.
*Ter escolhido melhor minhas companhias.
*Ter falado menos e ouvido mais.
*Ter tido alguém para me ouvir mais, sem que eu tivesse que falar nada.
*Ter pensado mais antes de falar.
*Ter pensado menos antes de agir.
*Ter dado mais atenção a quem merecia, e não me ocupar tanto com quem nada queria.
*Ter chorado menos por coisas sem importância.
*Ter escrito mais.
*Ter sido menos ansiosa, e mais paciente.
*Ter sido menos complacente e mais direta.
*Ter sido mais forte em relação as perdas, porque mais dia menos dia iremos sofrer alguma, e é nesse momento que percebemos o quanto crescemos.
*Ter sido mais criança em alguns momentos, e mais adulta em outros.
*Ter ficado mais noites acordada me divertindo.
*Ter dormido mais.
*Ter visto o dia nascer, e o sol se pôr.

Enfim, a lista é grande, mas mesmo assim, meu ano foi muito bom, tive tropeços, tive decepções, tive alegrias, tive momentos memoráveis com pessoas especiais, tive momentos nem tão memoráveis com pessoas nem tão especiais, tive dias de chuva, e muitos de sol, tive abraços sinceros e beijos verdadeiros, e outros que é melhor nem comentar aqui.
E tudo isso vai ficar para sempre na minha memória, porque faz parte do meu DNA de vida.
É minha história, que mesmo não sendo a mais brilhante, a mais glamurosa ou aventureira, é a minha, e só por isso, já é especial.
Quando nos damos conta que nossa melhor e mais verdadeira companhia somos nós mesmos, tudo começa a fazer sentido, e só então podemos nos fazer e fazer alguém feliz.


Um Feliz Ano Novo para todos, mesmo ainda faltando alguns dias para ele chegar.

 
 


Se não tiveres algo de bom para falar... não fale.
Pois depois de proferidas, as palavras ficarão para sempre na memória e no coração de quem as ouviu.

Se nada de bom e verdadeiro tiveres a oferecer, não o faça levianamente, pois depois de cativo um coração, será sua a responsabilidade de zelar por sua felicidade, não o maltrate, se não quer que mais tarde não o façam contigo.


A falta de cuidado com os sentimentos alheios é uma falha imperdoável...

 
 


.....


Esperava à algum tempo, suas mãos suavam, seu coração batia acelerado e uma ansiedade gostosa tomava conta de seu corpo.
Não conseguia entender o que estava sentindo, era tudo tão novo, tudo que mais detestava, mais repudiava, estava nele, ele era orgulhoso, sarcástico, suas palavras eram sempre amargas, ferinas, mas não podia controlar o que sentia em sua presença, ele era magnetizante, seus olhos negros e profundos, por vezes até tristes, tinham algo perturbador.
Suas maneiras polidas e educadas, seu tom de voz hipnótico, sempre elegante, atraia todos para sua volta, não entendia que tipo de efeito ele causava nas pessoas, pois mesmo sendo muitas vezes detestado, com a mesma intensidade era venerado.
E agora estava ali, a espera daquele homem, que possuia um gênio forte e uma personalidade intrigante, por vezes cruel e indiferente.
Esperava por ele, ansiava por ele, ele era seu escolhido, não precisava de mais nada, somente um toque ou uma palavra sua.
Quando chegou não disse nada, tomou-a nos braços e beijou-a intensamente, seu beijo era quente, e sentiu todo seu corpo fraquejar, suas mãos eram fortes, guiadas pelo simples desejo de tocá-la, percorrê-la.
Nunca havia sido tocada antes, seus seios rijos, sua pele macia, seus fartos cabelos castanhos, que contrastavam com a delicada pele branca, eram um convite ao pecado.
Ele sabia que era o primeiro, e foi gentil e viril, forte e terno, ela retribuindo, entregou-se de corpo e alma a ele, a seus desejos, a tudo cedia com uma docilidade infantil, e ao mesmo tempo voraz, como se quisesse devorá-lo por inteiro.
Deixava-se guiar por seus pedidos, sua boca percorrendo seu corpo suado, seus gemidos quase sussurados, que pediam mais, enquanto ele como um viajante sedento, banhava-se no líquido quente que escorria de seu corpo, espesso e doce, como o mais puro néctar.
Queria que o tempo parasse, a explosão que sentiu por todo seu corpo a fez chorar, e nada no mundo poderia ser comparado ao que viveu naquele momento.
Seus corpos unidos em um, suas bocas juntas, e a respiração ofegante, sentiu-se bela, livre, uma mulher realizada pelo homem que havia escolhido para torná-la mulher.

O gozo foi intenso, longo, perdeu a noção de espaço e tempo, queria mais, ansiava por mais, e ele, com a experiência da maturidade, entendia seus movimentos, tocando-a e despertando nela sensações deliciosamente pecaminosas.
Poderia ficar durante horas ali, sentindo-o dentro de si, quente e forte, mas sabia que teria que ir.
Vestiu-se, ainda com seu cheiro no corpo, queria prolongar ao máximo aquela sensação de prazer e entrega que havia vivido, não se importava com mais nada.
Ele tentou em vão pedir que não fosse, mas não podia, o dia estava amanhacendo, e não poderia ficar mais.
Deixou-o exausto, em sua boca persistia o gosto dela, de sua inocência, que ele sugou com uma vontade quase insana.
Naquele momento só tinha uma certeza, a sensação de que não a veria mais, nunca mais.

 
 

A Estrada.(continuação)


O cheiro do café penetrou em suas narinas, a muito não acordava assim, lembrou de sua infância, quando sua mãe preparava torradas e o café fresquinho enchia a casa com um aroma delicioso.
Virou-se e a viu, entre xícaras e pratos, tentando fazer da pequena cozinha um restaurante francês.
Sentiu-se bem, estranhamente feliz, algo estava diferente.
Ela vestia a mesma camiseta, e seu corpo todo parecia dançar, as pernas bem torneadas, mostravam o inicio de uma roupa intima branca, ficou ali espiando, como um adolescente, ela continuava linda, seu corpo ganhara formas mais consistentes, o cabelo curto conferia-lhe uma ar jovial, que beirava a inocência sem perder a sensualidade, seu encanto estava exatamente nisso, no ar de menina, mas com uma malícia no olhar que o deixava desconcertado.
Ela estava feliz, e não queria estragar aquele momento, começou a falar sobre sua vida, suas viagens, seus muitos projetos, contou-lhe sobre sua vida também, as mudanças que havia planejado para si, olhou-o séria, e viu o desejo em seu olhar.
Ela aproximou-se, e segurando em seu rosto pediu-lhe perdão, por tudo, por suas loucuras, suas palavras desmedidas, seu jeito passional e seus devaneios.
Seu perfume era atordoante, inebriante, ela era como um imã, e o desejo que sentia tornou-se incontrolável, puxou-a para si e a beijou, era um beijo forte, que guardava toda a vontade e o ardor de uma paixão que agora ressurgia, com toda a força.
Despiu-a como se fosse a primeira vez, analisando cada pedacinho de seu corpo, e relembrando de cada detalhe, que durante muito tempo fez questão de esquecer, ela tremia, como uma menina, e deixou-se possuir sem nenhuma resistência.
Amaram-se ali mesmo, com uma vontade desmedida, que ultrapassava todos os limites, beijava-a com a voracidade de um louco, tocava-a, acariciava-a, percorria todos os recantos de seu corpo, deliciado pelo prazer que causava.
Via em seu rosto a paixão e o medo, de que tudo voltasse a ser como antes.
E ele sabia, era a ultima vez, esse pensamento o fez arremeter com mais força, e olhando-a nos olhos, viu surgirem lágrimas e um pedido de perdão.
Caíram exaustos, ela aninhada em seu peito, como uma menina indefesa, dormia um sono tranqüilo,em sua face a paz e um leve sorriso de felicidade.
Levantou-see vestiu-se, sabia que não poderia levar adiante.
As lembranças estavam todas surgindo como um turbilhão, seu gosto ainda permanecia em sua boca, e o cheiro do amor ainda estava em seu corpo.
Mais uma vez parou ao lado dela, e olhou-a, tão vulnerável, tão desprotegida, mas sabia, ela era como um felino selvagem, mais dia menos dia ia querer sua liberdade novamente.
Tinha consciência que dependia dele, tinha tomado sua decisão, e sua vida não mudaria mais por causa dela.
Ela acordou feliz, espreguiçou-se, revirando-se no pequeno sofá da sala, sentiu-se renovada, ainda sentia seu cheiro, e seu corpo dolorido a fez lembrar do que havia acontecido, ele ainda a amava, ela sentiu isso.
Levantou-se, e vestiu a velha camiseta dele, procurou-o pela casa, ele não estava.
Saiu na rua, um vento gelado bateu em seu rosto, olhou para os lados, e o viu, perto da estrada que margeava a frente da cabana, olhando para o horizonte.
Ela chegou por trás e abraçou-o com força, ele não retribuiu o gesto, ficando imóvel e silencioso.
Beijou-lhe o rosto, ele virou-se afastando-a, com dúvida e uma certa tristeza olhou-o, ela já sabia, sabia o que tinha deixado para trás aquela noite, e no seu olhar, percebeu que o que tinha acontecido ali fora somente um desejo que havia sido sufocado pelo tempo.
Sua indiferença doía, e agora sabia a dor que havia causado, e tudo que havia perdido por seus arroubos e loucuras.
Ele não a queria mais, deixou isso claro, suas palavras foram duras, ele estava mudado, o amor que haviam experimentado algumas horas antes era somente desejo, não mais que isso.
Olhou para a pequena varanda da casa, suas coisas já estavam lá, ela ainda tentou em vão pedir para ficar, mas ele não cedeu, seu coração estava apertado, mas tinha que mudar essa história, ela era como o vento, ia mudar seu rumo, ele sabia disso, e saberia onde encontrar a felicidade, assim como ele havia encontrado a dele.
Com um beijo no rosto despediram-se, ainda viu quando ao longe ela virou-se para um último olhar, provavelmente o último de suas vidas.
Sentado na pequena varanda, a xícara de café em uma das mãos, e um alívio no peito, não queria mais lembranças, não queria mais viver no passado, de agora em diante seria a visão da pequena estrada e de uma nova vida, que finalmente, estava pronto para viver.
**
Um agradecimento especial para meu querido "co-autor", André Ckless, que com seu jeito sincero e espontâneo, viveu, sugeriu, e participou intensamente na conclusão desse conto.
Sem ele, com certeza não seria a mesma coisa.

 
 

A Estrada (continuação)


Acordou com um ruido na porta.
Lá fora somente os sons da noite, um silêncio quase celestial, podia ouvir seu coração batendo.
Levantou-se devagar, fazia frio, o inverno começava a despontar, e o vento gelado que vinha das montanhas já se fazia presente.
Vestiu-se como pode, sentiu um arrepio na espinha, pensou que mais tarde deveria colocar um fogão a lenha, manteria a casa aquecida.
Pegou a lanterna, não acenderia as luzes, se fosse um animal em busca de alguma sobra do jantar, havia perdido seu tempo, ainda não tinha nada a oferecer, exceto, algumas bolachas e frutas.
Na penumbra, encaminhou-se até a porta, os ruídos aumentaram, era como se alguém estivesse tentando forçar a entrada.
Avistou um pedaço de madeira que havia deixado perto da porta, para segurar a janela que ainda estava sem as trancas, o lugar aparentemente era seguro, não pensou que se preocuparia com portas e janelas, munido com algo que pensou, o protegeria, se é que era possível, abriu a porta, e sem pensar avançou para cima, daquele que parecia ser o possível invasor de sua casa.
Não conseguiu ver nada, a escuridão era total, só um amontoado de braços e pernas, e tentativas de se desvencilhar, quando conseguiu imobilizá-lo, e com a lanterna iluminou seu rosto, o susto e a surpresa.
Ali estava ela, toda arranhada, seu rosto vermelho e suado pela luta para se soltar, vestia uma camiseta branca, jeans e tênis, seus cabelos agora curtos, lhe conferiam um ar infantil, quase andrógino, era como uma criança que havia saído do parquinho, mas sem sombra de duvida ainda era ela.
Levantou-se rápido, com um sentimento entre incredulidade, surpresa e até uma ponta de felicidade, não conseguia definir o que sentia, ali estava ela, na sua frente.
Ela olhou-o com ar de ofendida, e sacudindo a poeira de sua blusa, estendeu o braço, pedindo ajuda para levantar- se.
Claro, perdido em suas divagações, nem havia percebido que quase a acertara com aquele pedaço de madeira, que por sinal, ainda permanecia em suas mãos, jogou-o longe e ajudou-a a levantar-se.
Agora sim, podia olhá-la, ainda era a mesma, era como se o tempo não houvesse passado, pelo contrário, fora muito bondoso, estava mais linda, e com uma vivacidade invejável.
Depois de recompor-se, perguntou se não iria convidá-la para entrar, afinal, era tarde, e não queria ser atacada novamente por algum outro doido, que podia estar solto pelas redondezas.
Seu senso de humor e sarcasmo, sempre foram sua maior característica, e adorava isso nela.
Entraram, ela movimentava-se como se fosse a dona da casa, ou como se nada houvesse acontecido, largou a grande mochila que carregava nas costas, tirou os tênis e estirou-se na minha cadeira preferida, que ela sabia, ninguém ousava sentar, somente ela, em outros tempos.
Aliás, obedecer regras nunca fora sua maior virtude, adorava chocar a todos, tudo que deixava quem a rodeava constrangido, virava sua maior diversão.
Sentia um prazer indescritível, quando não entendiam o que falava, e com uma crueldade ferina, dava a explicação mais difícil e complicada que poderia existir, somente pelo prazer de ver a dúvida pairando no ar.
Tinha uma inteligência fora do comum, mas nunca conseguia terminar algo, devido a constante insatisfação que a cercava, sua vida era um ir e vir de cursos, viagens, empregos de somente um dia, ela brincava dizendo que não nascera para ser de um lugar só, era como o vento, que vive mudando de lugar.
E agora lá estava ela, ali em sua sala, sentada, com os pés para acima, e cantarolando uma melodia qualquer, uma mania sua.
Não conseguia proferir uma palavra, estava confuso, quando pensou que tudo estava indo bem, que sua vida estava entrando nos eixos novamente, eis que surge do nada, aquela figura que tanto o desestabilizou, que mudou seu mundo e sua vida, que antes dela era segura e normal.
Até gostava da normalidade, não queria aquele turbilhão de emoções novamente.
Depois do que pensou ser uma eternidade, mas que na verdade eram somente alguns minutos, perguntou a ela o que fazia ali aquela hora da noite, no meio do nada, porque sua cabana ficava à alguns quilômetros da estrada mais próxima, e somente de dia podia se chegar ali com segurança, sem o risco de perder-se na mata fechada.
Ela olhou-o profundamente, e fixando seus olhos nos dele, respondeu que tinha ido a sua procura, o que mais estaria fazendo ali, no meio do nada.
Ficaram se olhando, sem dizer nenhuma palavra.

Não queria pensar, deu sua cama para que ela pudesse dormir, disse que não conversariam aquela hora, amanha seria outro dia, e na primeira hora, mandaria que ela se fosse, não à queria ali.
Ela como se nada tivesse ouvido, pegou suas coisas e seguiu direto para se lavar, ele ainda a viu, quando saiu do banheiro, vestia uma camiseta velha, que reconheceu, havia sido sua, estava mais linda do que nunca, seus pensamentos foram rápidos, e quase esqueceu de tudo, a vontade que tinha era de beijá-la e amá-la ali mesmo, mas conteve-se.

Apagou a luz, e enrolou-se como pode em alguns cobertores no pequeno sofá da sala.
Seus pensamentos estavam confusos, ela ali, tão perto, tudo o que não queria lembrar, tudo o que somente queria esquecer, de volta em sua vida.

Fechou os olhos e caiu no sono, sonhando com uma vida , que agora, já tomava outro rumo.

*continua

 
 

A estrada.


Gotas de suor escorriam por sua testa. Pensou que era o suficiente.
Passava dás 17h, e seu estômago já dava sinais de vida, não se alimentava desde ás 12h e só havia comido uma fruta.
O trabalho o deixava feliz, vivo e cheio de energia.


Não se importava de toda a noite dormir cansado, mal tendo tempo para ler, ou ouvir algo no rádio.
Deitava e dormia um sono pesado, sem sonhos, puro e límpido como a água, sem muito tempo para pensar, tudo que não gostaria de fazer.
Estava trabalhando naquele projeto fazia alguns meses, seu sonho, que agora estava realizando.
Tinha usado todas as suas economias, na compra daquele terreno e no material necessário para fazer dele, seu lar nos próximos anos, era ali que iria envelhecer.
Com alguma experiência em marcenaria, não foi difícil construir uma cabana, sem luxos, mas com as comodidades que poderia precisar, fez o básico, como não era nenhum expért, para encanamentos, eletricidade e afins, conseguiu mão de obra no vilarejo vizinho, gente simples, mas muito boa.

Agora dava os retoques finais... a pintura, os acabamentos, queria que ficasse especial, e estava ficando.
Olhou satisfeito e orgulhoso de seu trabalho, estava sendo recompensado depois de todo o sofrimento que havia passado, e era ali, dando forma naquela simples cabana de madeira, que seria feliz novamente .
Muito tempo havia se passado desde que à tinha visto pela última vez, e mesmo assim, não era uma lembrança agradável.
Gostaria de guardar dela somente o que tinham passado de bom, não os insultos, as brigas, as mágoas e os ressentimentos. Isso não. Já havia esquecido, seu coração era fraco para essas coisas, se achava meio bobo, por esquecer tudo tão facilmente, vai ver era melhor ser mais duro, rancoroso.
Mas não, desde criança era assim, no máximo 2h emburrado, seus irmãos, dias sem falar, e com ele, bastavam alguns minutos já estava lá, falando e fazendo com que todos voltassem a rir e a brincar novamente.
Só que agora, já não era mais aquele menino, franzino, quieto, que adorava ler, e ficava horas olhando pela vidraça da janela, a muito deixara de ser.
Era um homem, e tinha sentimentos, estava ali para isso, para começar uma nova vida de maneira diferente, ali ia ter tempo para colocar em prática seu antigo sonho de escrever um livro, e ainda manter seus projetos paralelos.
Não queria pensar mais nela, a ferida mesmo cicatrizada, ainda estava dolorida, e as palavras proferidas ainda doíam em sua alma.
Estava cansado da busca, de sofrer sem nada receber, queria pensar em si, ser mais egoísta, consigo e seus sentimentos, e agora ia agir assim.
O sol já se deitava no horizonte, pintando o céu com matizes de laranja e um vermelho vivo, como se fossem línguas de fogo, deixando tudo a sua volta com um tom amarelo ouro.
Sentado em sua varanda, contemplava o horizonte, e a pequena estrada que sinuosa dermacava o caminho, pensando em tudo que o fez chegar até ali.
Sentiu uma ponta de tristeza, por deixar pessoas queridas, em detrimento de outra que tão pouco valor deu a ele.
Mas não esqueceria delas, nunca, e iria vê-las assim que estivesse instalado, por enquanto ainda precisava se manter afastado.
Teria tempo para digerir tudo, e recomeçar.
Ainda pensava nela, ela ainda era uma presença constante em seus pensamentos, mas isso é outra parte dessa história.


Entrou e pensou que estava feliz, e naquela noite, dormiria tranqüilo, cansado e com a certeza que estava no caminho certo.


*continua.

 
 


A pele delicadamente branca, agora oscilava entre o rosado e o rubro intenso.
Caminhava à algum tempo, seus pés estavam cansados, mas tinha um propósito, não iria desistir.
Olhava tudo ao seu redor como se fosse a primeira vez, mas sabia já havia passado por ali antes.
O céu estava claro, uma brisa leve soprava em seu rosto, uma deliciosa sensação de liberdade.
Tinha todo o tempo do mundo, e isso era suficiente
Seu coração batia livre, acelerado, feliz...

Teve sua segunda chance, precisou de um motivo, uma oportunidade, e conseguiu.
Parou na porta, ansiosa como uma criança, suas mãos suavam, seu corpo todo tremia.
Tudo que a faria feliz, estava ali, atrás daquela porta.
Hesitante, bateu.
Ouviu os passos que se movimentavam ligeiros dentro da casa.
Como em um filme, toda sua vida passou diante de seus olhos, sorriu, pensando que tudo que havia vivido, foi a espera daquele momento.
Segundos que pareceram uma eternidade.
A porta se abriu. Os olhos se encontraram.
Um sorriso doce e encantador a recebeu.

O mundo podia parar, nada mais importava, sua vida estava completa.

E agora, ela estava completa.

 
 


Hoje ele vai falar por mim:


"Meu destino é viver na arena, dançando entre leões famintos.

É um perigo, eu sei.

Porém, nos intervalos das lutas, sorrindo, tomo sempre vinho rouge no gargalo colorido das garrafas de cristal. Talvez um dia eu acabe até morrendo na arena, quem sabe.

Acontece que, antes de morrer na arena, meus amigos, eu vivo na arena — e isso faz toda a diferença.


Prefiro ser o gladiador ensangüentado a ser um boi feliz.


Meu coração precisa de sangue, não de capim."


Edson Marques


 
 



Os olhos perdidos em um ponto qualquer. Alguma coisa estava fora do lugar.
Mas não sabia dizer o que era.
As cores, os cheiros, os sons, as vozes... tudo era abstrato.
Hoje, especialmente hoje, poderia ter escolhido um lugar qualquer para ficar, atravessar ruas, cruzar oceanos, atalhar caminhos, qualquer lugar, seria somente um lugar.
Não se importava.
Nem as conversas, nem as pessoas, nem os sorrisos forçados,(que davam enjôo) nem os elogios sem conteúdo. Nada.


Prefiria sempre, a insegurança do incerto, do que a certeza do seguro.



 
 


O sol nasce lindo e vibrante no céu.

A brisa fresca, desperta sentimentos que enrubesço só de pensar.

Meu corpo todo vibra, feliz, vivo e ansioso por novas descobertas.

Sinto-me como uma criança, que está descobrindo um novo universo, e que tem todo o tempo do mundo para fazê-lo.


Não preciso de relógio, não preciso de regras, não preciso ter PRESSA.

Basta-me um coração cheio de amor, desejo e uma força, que sinto, sempre foi maior que eu, e sempre esteve lá, algumas vezes adormecida, outras, quietinha, somente esperando o momento certo para surgir.


O céu é meu guia, as estrelas minhas conselheiras, e minha mais fiél companheira ... sou eu mesma.

 
 


Como prender um coração que é livre, que sente e faz o que quer.
Sem amarras, sem cobranças, sem mentiras ou verdades inventadas.
Que ri, chora, sofre, se emociona e bate de acordo com sua vontade.
Ninguém aprisiona um coração assim.

Ele precisa de algo que o faça bater forte, vigoroso, pulsante como a vida que lhe faz vibrar.

E se encontra alguém que o faça feliz, como recompensa lhe oferta tudo que de mais precioso nele existe...

O amor puro e verdadeiro.

Sem preconceitos, ou regras... somente amor... paixão, e a intensidade de algo que queima, como brasa.

Com certeza cada um sabe seus limites, e o que faz seu corpo tremer e seu coração disparar...causando aquela sensação de bem estar, e felicidade somente pelo fato de estar vivo.

Isso é amor...

Se vem acompanhado de angústia, dor, ansiedade, ciúme.... com certeza não é.
E se você precisa desses sentimentos para viver, ou ainda, vive com esse sentimento, por escolha ou comodismo, reveja seus conceitos e sua vida, com certeza vai achar algo errado...

"Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente."


William Shakespeare







 
 


Pensamentos.


O som da flauta ao longe, mistura-se com o ruído dos carros que passam apressados.

A casa vazia.

O cheiro de chuva me remete ao passado, uma nostalgia gostosa, com cheirinho de infância.

Uma conversa rápida, despedidas, e volto aos meus pensamentos.

Sol e chuva. Uma brisa fresca encontra meu rosto. E sinto saudade de algo que não sei bem o que é.

A flauta toma seu lugar em meio aos sons perdidos, algo triste, melancólico.


A manhã passa.

A tarde vem chegando... e com ela novos sons, novas conversas, velhas despedidas e novos pensamentos.


 
 


Não sabia mais o que pensar, era como se uma névoa encobrisse sua alma.

Na escuridão do quarto, podia sentir o peso do silêncio, que só era quebrado pelo vento nas árvores.

Acordou sobressaltada diversas vezes, seu corpo estava banhado de suor, e mesmo tentando, não conseguia se desvencilhar daquele sonho.

Ouvia vozes no quarto, sentia a presença que a rondava, noite após noite .

Tentava em vão dormir, mas ao fechar os olhos, lá estava ele, sempre a espreita, perturbador, incógnito sobre a penunbra que encobria seu rosto.

Naquela noite, ele a chamou pelo nome, e com o coração batendo descompassado, levantou-se e esperou.

A voz rouca e grave, chamava por ela, ansiava por ela, e mesmo sentindo um medo que jamais sentira antes, ela o seguiu.

Seu hálito era quente, suas mãos fortes e ao mesmo tempo gentis, acariciava seu corpo de uma maneira que nenhum homem chamais fizera.

Percorreu lugares que ninguém ousaria, explorou cada recanto dela, como se fosse um peregrino em busca da terra prometida.

Nada era mais segredo, e entregou-se totalmente aquele desconhecido, que nem em seus sonhos mais secretos imaginou que pudesse encontrar, seu corpo era dele, sua alma lhe pertencia, e ele agora a possuia inteira sem pudores ou vergonha.

Seus beijos eram fortes, sedentos, nada sabia sobre ele, não conhecia seu rosto, seu nome, sua história ou sua origem, mas conhecia cada curva de seu corpo, e isso lhe bastava.

Exausta, deixou-se levar pelo sono, e pelo êxtase que havia experimentado. Adormeceu em seus braços, sentindo-se feliz e intrigada, ainda com seu cheiro e gosto na boca.


Acordou assustada, sozinha na cama, o sol estava despontando no céu, e deixava passar seus primeiros raios, timidamente pelas frestas da janela.

Olhou para o lado e não viu ninguém, nenhum rastro daquela que tinha sido uma noite quase etérea, somente um perfume adocicado no ar, não sabia ao certo se tinha sido um sonho... ou fruto de sua imaginação...

Mas ainda podia senti-lo dentro dela, e uma dormência entre suas pernas a fez lembrar disso...
Se o veria de novo, não sabia, quando a noite chegasse estaria lá...
E por ele esperaria, sempre...

 
 


Sentada em sua cadeira, ouvia as vozes que vinham da sala, o som abafado da tv era hipnótico, não prestava atenção no que estava passando, só ficava ali, sentada.
Vendo a vida passar.

A muito desistira de tentar entender o porque das coisas, e sentia uma certa tranquilidade estranha ao pensar nisso.

As vozes em sua cabeça eram cada vez mais freqüentes, elas insistiam em lhe dizer coisas que não queria ouvir, mas sabia, eram as certas.

Parecia que o tempo escorria por suas mãos, como areia em uma ampulheta, e isso a assustava.

De onde vinha a força, a força para continuar. Não sabia.

A vida brotava de seus poros, e tinha consciência que nada nem ninguém, poderia mudar isso.

Não tinha medo do incerto, do novo, de tentar e falhar.
Isso não.

Era muito, para tão pouco. E o tão pouco ja não era mais suficiente.

 
 

O Beijo.

Caminhava lentamente, a rua deserta lhe conferia um ar lúgubre, sombras dançavam formando um balé macabro.

Ela não tinha medo, estava acostumada com a noite e seus mistérios, sua força vinha dela, e seu mundo era viver errante por seus becos obscuros.

Conhecia cada canto daquela cidade que tanto amava, e ao mesmo tempo odiava.

Tinha um fascínio pela noite, escondia mistérios que ninguém podia decifrar, amores impossíveis, amantes apaixonados, tristezas profundas e segredos inconfessáveis.

Mas ela também sabia, que era só ali, na escuridão que poderia viver, era sua sina e sua maldição.

Não se importava, fora criada indenpendente, não precisava de mais nada, deslizava seu corpo perfeito e lânguido por lugares inimagináveis, tinha um fogo no olhar impossível de esquecer, seus cabelos vermelhos caíam-lhe pelos ombros como labaredas incandescentes, suas roupas negras, coladas ao corpo eram como uma segunda pele, parecia que já havia nascido dentro dela, dado ao encaixe perfeito em suas curvas .

Naquela noite estava agitada, entrou no bar, sentou-se no balcão, e pediu o de sempre.

Sentia os olhares em seu corpo, quase perfurando sua blusa, não se importava, até gostava da sensação de ser desejada, sabia disso, e se orgulhava.

O relógio marcava 23h53. Não precisou virar-se, sentiu seu cheiro, tão familiar, um cheiro adocicado de madeira, selvagem e perturbador.

Sentou ao seu lado, e pediu algo mais forte. Beberam em silêncio.

Não trocaram nenhuma palavra, sabiam porque estavam ali. Tinham um desejo em comum, e isso lhes bastava.

Saíram para a escuridão da rua, o ar gelado fez com que seu corpo tremesse, não de frio, mas de desejo, ja não poderia mais controlar, não esperou muito, e ali mesmo, ele a beijou.

Um beijo forte, quente e selvagem, sua boca suplicava por aquilo, era como uma redenção, um pedido de socorro, com violência arrancou sua blusa, e ali encostados na parede ele a possuiu, lágrimas rolaram por seu rosto, num mixto de desejo e tristeza.

A parede machucava suas costas, mas não se importava, nada mais importava, sua lingua penetrou fundo sua boca, quase como que invadisse sua alma.

No vai e vem de seus corpos, só um pensamento lhe veio a cabeça, e sabia o que viria depois.

Unidos em um só corpo, em uma dança animal e primitiva, consagraram aquele momento, culminando em um espasmo que invadiu todo seu ser.

Não ouviam nada, o silêncio era sepulcral, só seus corações batendo descompassados, em um ritmo frenético.

O líquido espesso e morno escorreu por entre suas pernas, era o que iria guardar dele.

Então, se recompondo, virou para ele, e em um abraço demoníaco o envolveu, ele deixando-se levar, não resistiu, e sem nenhum pudor ou medo, ganhou o beijo da morte.

O sangue escorreu por seu pescoço, e com um olhar de penitência e terror, sorriu pela última vez.

Com ele nos braços, ali permaneceu, durante um longo tempo.

Percebendo os primeiros raios de sol, o abandonou, ali naquele beco fétido e escuro.

Ja não sentia mais o perfume adocicado, tão familiar. Só o gosto amargo de seu sangue, que ainda persistia em sua boca.

Caminhava lentamente pela ruas, seu lar. Não sentia mais tristeza, seu coração a muito ja não batia, era somente algo que existia dentro de seu corpo.

Sabia que teria que retornar, e não se importava mais, nada importava mais.


Somente sobreviver... sobreviver.




 
 


Algo de bom ta acontecendo. Mesmo amando o frio, tenho que admitir, o verão e o calor definitivamente, são afrodisiacos da alma.

As pessoas ficam mais felizes, sorriem mais, corpos a mostra, olhares, a sedução esta no ar!

E viva o calor!
Sabe, eu tenho minhas restrições quanto a estação do Astro Rei, mas admito que ela é a altamente "erótica", e afrodisíaca, como ja falei na frase acima.

Porque? Bom, é só notar os bares no final da tarde, nos sábados a noite, na boa, em qualquer horário, e não é só nos bares, é nos cafés, nas praças ... em todos os lugares.

É como um imã, uma tendência natural, pouca roupa, o calor no corpo, aquela vontade de sair e se divertir, a noite agradável que te puxa pra rua, e para perto de alguém.... não tem coisa melhor.

É no verão que rolam as mais deliciosas aventuras, quem nunca teve um amor de verão, e uma história deliciosa pra contar, que me perdoe, mas não viveu.

Seja na praia, na serra ou no campo, tanto faz, é sempre no verão que rolam as fantasias, que deixamos de nos importar com conceitos e regras, é a hora de deixar rolar.
E aqui no Brasil, nessa estação, ainda temos o carnaval, indiscutivelmente a festa pagã mais brasileira de todas sem sombra de dúvida, praticamente um tributo ao verão, ja imaginou o carnaval no inverno? Que sem graça, todos tiritando de frio, com botas e cachecóis... uiii!

Pelo menos por aqui, (porque não vamos esquecer do refinado carnaval de Veneza, com suas máscaras chiquérrimas) essa festa foi feita sob encomenda para os brasileiros, muitos não gostam, tudo bem, mas cá entre nós, só no carnaval pra soltar todos os bixos, e pular até o amanhecer ao som de aláláôô!


Tudo conspira, as bebidas mais coloridas, as roupas mais leves, os corpos bronzeados contrastando com o tom claro do céu... ai ai ai uma delicia!
Mas enfim... o Verão ta ai, se bem que aqui no Sul ele demora um pouquinho, mas no resto do Brasil, ele ja perdura a tempos, então vamos curtir, manguinhas de fora, perder aqueles quilinhos a mais adquiridos no inverno... e sair por ai!!


Ah... mas como diz o Bial... não esqueça nunca o Filtro Solar!

 
 


Hoje meio mole, meio azeda, meio doce, meio meia boca.
O dia ta lindo, que chega até a doer, faz 29º na capital do Rio Grande, e eu definitivamente não me acostumo com o calor, as vezes penso que nasci no país errado, e olha que aqui no Sul, temos um baita frio no inverno, mas também quando chega a primavera e o verão, sai de baixo, só dentro de uma banheira com água gelada.

Enfim, to tentando terminar meu conto, ta virando lenda, mas assim é legal, causa um suspense.
Pior que hoje estou sentimental, (culpa dela, a malfadada TPM) me peguei derramando litros de lágrimas vendo Forrest Gump pela milésima vez...
Aí tudo que escrevo, sai meio água com açucar, nem vou continuar, corro o risco de escrever algo estilo Sidney Sheldon ( do fundo do baú agora) acreditem ou não, foi uns dos primeiros autores estrangeiros que li na minha vida, culpa da minha mãe, que tinha dúzias de volumes dele.

E sabe que eu adorava, aquelas histórias sensuais, mulheres lindas, praias paradisíacas, os homens então, esses nem se fala, fortes, ricos e misteriosos, e sempre com a descrição de lugares exóticos e distantes. Eu viajava, literalmente, e olha que eu tinha mais ou menos 8 ou 9 anos quando lia isses livros.

Bom, voltando ao conto, to tentando escrever algo, e vamos ver se consigo, mas hoje acho que não, ja escrevi dois parágrafos, e saiu totalmente mela cueca, socorro!


Então, vou aproveitar o belo dia e dar uma saida, torcendo para que não passe nenhuma propaganda de margarina, ou de supermercado, que me faça chorar de novo...

Aí, não da pra querer.

 
 



As vezes as palavras fogem da minha cabeça, sei que elas estão lá, mas fica difícil colocá-las para fora, nem sei direito porque.
Comecei um novo conto, ele esta lá, inacabado, vigoroso, vivo, pedindo minha atenção.
E eu, não me achando digna dele, deixo-o abandonado, implorando por minhas idéias, que acho ainda imaturas, cruas até, porque não.
Vejo o que escrevo dessa forma, como algo vivo, que precisa de atenção, carinho, como uma planta, um animal, como o ser humano, que sem isso enfraquece e morre.
Então, se não posso dar o meu melhor, prefiro deixar assim, inacabado, como se estivesse dormindo, as vezes vou lá, olho, faço correções, aninho-o em meu peito, fazendo com que ele saiba que é importante e não foi esquecido. Como recompensa, ele me da seus páragrafos quentes, fantasiosos, e eu, orgulhosa, me sinto a mulher mias feliz do mundo, por ter criado algo que faz sentido para alguém.
Sei que sou iniciante, não tenho a prática dos letrados e poetas, mas tenho uma vontade, que me instiga a continuar, mesmo não sabendo o que me espera.




Quando as idéias brotarem, ele vai acordar por minhas mãos, e mesmo se elas forem amadoras, imaturas, não tem importância, porque nós nos entenderemos... sempre...






 
 


Tava pensando, porque a maioria das pessoas prefere o lado mais difícil, sendo igual a todo mundo, sem perceber que o que fazemos de diferente, é o que move o mundo, criando assim as coisas mais especiais.


Só pra exemplificar, todos os grandes gênios e líderes eram chamados de insanos, excentricos e sonhadores, estando sempre a frente de seu tempo.

De Jesus Cristo a Martin Luther King, passando por Van Gogh e Salvador Dalí.


Mas foi só sendo assim... enfrentando a sociedade, é que eles deixaram marcas, e muitos seguidores.




 
 

Nem sempre tudo sai como queriamos, mas as surpresas batem em nossa porta diariamente.
Resta saber se queremos abri-la, ou não.
Muitas vezes, por pura distração, deixamos que a vida passe, sem ver o quão bela e deliciosa ela é.
Sem amarras, sem preconceitos, sem medo, sem julgamentos.
Abrir os olhos e enxergar além, muitas vezes é difícil, mas depois que fazemos isso, tudo fica tão claro, que parece que não vivemos até aquele momento.

Estou vivendo uma etapa na minha vida, tão nova e excitante, que há muito não vivia.
Deixa quieto. Ta ótimo.

 
 

O Beco.

Ela tinha 17 anos, uma vida pela frente, um futuro todo nas mãos... tinha sonhos, nada tão grandioso, mas que na sua opinião cabiam direitinho dentro da vida que havia escolhido.
Era bonita, sabia disso, e os olhares famintos, que ela sentia quase queimando sua pele, confirmavam.
Tinha consciência do seu poder de sedução, e abusava dele, para conseguir o que queria.
Fazer amizades era algo natural, como comer e dormir, tinha muitos amigos, e isso a tornava popular, algo de que se orgulhava muito.
O conheceu por acaso, em uma festa, ele 21 anos, bonito, circulava entre todos com uma desenvoltura invejável, era admirado também, como ela.
Pensou rápido, ele era perfeito, eram perfeitos.
Usou de todo seu poder de sedução, se olhou no espelho, estava impecável, simples, mas linda, usava tudo na medida, não gostava de chamar a atenção no que diz respeito a roupas e acessórios, mas sim que olhassem para sua beleza natural, seus longos cabelos negros, contrastavam com a pele clara, e os lindos olhos grandes e vivos, não precisava de artifícios.
Ele não demorou a notá-la, seu olhar magnetizante, seu jeito doce e ao mesmo tempo perturbador, o assaltou de imediato. Não conseguia tirar os olhos dela, de seu corpo, seu jeito de andar, tudo nela era perfeito.
Um jeito infantil, e ao mesmo tempo feminino e audacioso.
Seus olhos se encontraram, e o desejo foi recíproco, não precisaram falar nada, a respiração ofegante, o coração disparado, incontrolável.
Desde essa noite se viam regularmente, a separação era sempre triste, juras de amor, lágrimas, seus corpos se encaixavam perfeitamente, tudo era perfeito e intenso, poucas palavras eram trocadas, não era necessário, se bastavam, suas salivas eram suas frases, seus anseios, seus desejos.
Mas ela era livre, o amava do fundo de seu coração, como nunca amaria ninguém em sua vida, mas queria mais, queria os olhares novamente, a admiração, ser desejada, a liberdade que tanto almejou.
Gostava de sentir seu corpo, seus beijos, mas também tinha seus sonhos, e ele estava sufocando todos eles, inclusive ela.
Ele tinha medo de perdê-la, a queria só para si, quando saiam, ficava nervoso com os olhares, o ciúmes doía na pele, na alma, a vaga idéia de alguém desejando- a tocando-a, despertavam sentimentos horríveis, tinha medo disso, do que poderia fazer, mas era mais forte que ele.
Depois de muito sofrimento, cenas lastimáveis, inúmeros pedidos de perdão, juras de amor, e a promessa de que não os repetiria, o fim.
Ela ainda o amava, mas não havia como manter um relacionamento destrutivo.
Gritos, lágrimas derramadas, um sem fim de promessas, mas nada mais seria como antes, o amor não era mais o mesmo, o sentimento de posse acabara com tudo de puro e belo que existia.
Mas ele não aceitou, pediu, implorou, se humilhou, ela estava irredutível, não gostava dele da mesma maneira, ele se tornara um estranho, alguém que ela não conhecia mais, ela preferia lembrar-se dele como antes, carinhoso, amoroso, doce, forte e apaixonado, não esse fragmento de homem que havia se tornado.

O tempo passou.
E então aconteceu, numa noite sem lua, ela voltava para casa depois da aula, estava freqüentando o curso noturno, trabalhando de dia, e feliz, como a muito não ficava, sentia falta dele, e muitas vezes pensou em ligar, e quem sabe reatar, mas ele havia sumido, diziam que tinha viajado, ela até achou que ele havia mudado de vida e quem sabe estava feliz, como ela.
Perdida em seus pensamentos, nem notou uma sombra negra, que se movia fantasmagórica por entre as ruas, seguindo-a, silenciosamente.
Não teve tempo, não pensou em nada, nem sentiu dor alguma.
O liquido quente escorreu por seu ventre, foi quando suas pernas fraquejaram.
Levantou a cabeça, e seus olhos se encontraram, um brilho assustador e amedrontador, e a pergunta que saiu quase como um gemido.
Porque?
Ele abaixou-se, beijou-a, e saiu caminhando, lentamente.
Agora a tinha só para si, seus lábios nunca mais pertenceriam a outro.

 
 

Pessoas entram e saem de nossas vidas num piscar de olhos, estamos rodeados de "amigos" que parecem que sempre estiveram ali, como amigos de infância mesmo, muitas ligações, saidas semanais, segredos trocados que fariam corar o mais devasso, teorias, elogios, cumplicidade.
E derrepente, tudo termina, como o trailler de um filme, curto e intenso, fica-se sabendo de tudo em um piscar de olhos, o inicio do fim.
Ruim? as vezes sim, as vezes não. Diria que tudo depende do ponto de vista.
Mas como tudo, existem as excessões, as vezes conheçemos pessoas, que mesmo em um curto espaço de tempo, tornan-se realmente indispensáveis, e num certo dia acordamos e nos damos conta, que ja não vivemos mais sem elas.
Elas passam a fazer parte da nossa vida, muitas vezes, mesmo estando longe.
Estou aprendendo que as pessoas mais importantes, são aquelas que menos esperamos, e em muitos casos, a que damos menos valor, seja porque nem sempre estão perto, seja porque achamos que são muito diferentes da gente.
Na verdade, o que conta não são somente as igualdades, mas sim, as diferenças, muitas vezes são elas que nos aproximam mais, porque não adianta gostar das mesmas coisas, falar das mesmas coisas, ir aos mesmos lugares, ler os mesmos livros, se depois disso tudo, não tiver o que falar, debater, discordar.
Isso mesmo, discordar, esse, para mim é o segredo. Não discordar de brigar, mas sim de discutir, avaliar, debater, é praticamente um afrodisíaco mental.
Faz, acender a alma, queimar o coração.
Uma relação seja ela de amizade, ou não, se faz com coisas boas, alguns momentos ruins, diferenças, igualdades, debates acalorados, risadas e até algumas lágrimas.
Mas acima de tudo, se faz com SINCERIDADE.

 
 

Não gosto de ter preconceitos a respeito de nada, mas tem certas coisas que realmente não se misturam, meninos são meninos, e homens são homens, isso é um fato.

Claro, tudo tem uma excessão, correto, mas não adianta, a maturidade só vem mesmo com o tempo, e a idade.

Bom, alguns podem dizer agora, que as vezes nem com a idade, e muito menos com o tempo.

Mas cá entre nós, que ajuda, ajuda.

Virou febre entre as mulheres "maduras" sairem com guris mais novos, as atrizes adoram, nas novelas é algo totalmente normal, esses dias zapeando pela net, li um comentário de uma das atrizes do seriado Sex and the city, agora não lembro o nome dela, que namora um "baby" de 23 anos, (ela tem 50) dizia ela que basta ter carteira de motorista, que ela ta pegando. (sendo que nos EUA pode se tirar habilitação com 16 anos)

Não sei o que acontece com as mulheres, mas eu definitivamente não consigo me adaptar, tenho 33 anos, e na maioria das vezes que me aventurei pela faixa etária dos 20 e poucos do sexo masculino, depois dos 30 claro, não me dei muito bem.

Falta alguma coisa sabe, a conversa morre em determinados pontos, claro, tem o fator sexo, que lógico, tem muitas vantagens, algumas diriam que milhões, mas por favor né, se é só isso que conta, então sou um E.T no mundo feminino.

Não vou generalizar, repito sempre isso, mas nada supera a meu ver, alguém que goste das mesmas coisas que você, que converse as mesmas coisas, que recorde as mesmas coisas.

Puts, ja pensou, você falando sobre as músicas que gosta, e o baby só lembrar de Xuxa pra cá, mas também, quando o Depeche Mode tava fazendo shows por ai, e você tava dançando "Enjoy the Silence" nas festinhas, ele tava nascendo. O que você queria !

Não querendo ser chata, ou preconceituosa, mas gosto da experiência adquirida com o tempo, das conversas com conteúdo, de não ter que explicar que The Cure é uma banda, não o nome de algum filme do M. Night, de ter que esperar acabar o jogo no Playstation para sair e comer Bic Mac (tudo bem, também adoro Mac Donald's), e ainda ter que ouvir que sushi é comida de fresco, e comer peixe cru é o fim.
É, definitivamente não é pra mim.
Uma salva de palmas para as mulheres que adotam seus meninos!!
Isso inclusive foi tema de muitos filmes, quem não lembra do clássico "A primeira noite de um homem" com um Dustin Hoffman novinho, no dilema de sua primeira noite de amor com uma mulher bem mais velha, a belissima Mrs. Robinson, que vinha ser a mulher do melhor amigo de seu pai.
(Viu, só com mais de 30, no minimo, para lembrar desse filme)
Existem muitas fantasias a esse respeito, confesso que ja tive as minhas, algumas realizei, outras prefiro deixar no campo da imaginação.
Enfim, cada um com seu gosto, o que importa é o desejo e o amor, se eles existem, é deixar rolar e curtir, todos tem seus encantos, e os que passaram na minha vida, tem seu lugar guardado, comcerteza.
Não me prendo a regras, os "babys" que me desculpem, mas ainda prefiro os mais maduros, sem sombra de dúvida, sou um pouco antiquada nesse aspecto, gosto da sedução, do controle, e da proteção.
E ter que esperar o desenho dos Simpsons acabar, e aí sim, rolar aquela noite de amor, não né... não dá.

 
 

Não sou santa. Nunca fui, e nem tenho a pretenção de ser.

Minha vida sempre foi regida por mim, minhas emoções e por ELE lá de cima.

Meu coração é meu guia sempre, e mesmo quando ele tenta me passar a perrna, me induzindo à loucuras, eu escuto, ou me faço de surda. (esta última opção, normalmente é esquecida)

Dificilmente me arrependo de algo, e acho que a vida é mesmo para ser vivida, sem arrependimentos ou convenções, que na maioria das vezes só trazem amargura.

De que adianta ser livre, e não saber usar a liberdade de uma forma sadia, e deliciosamente pecaminosa?

Felizes os que sabem viver a vida plenamente, mesmo sendo tachados de loucos.
Eu, não me importo nem um pouco.
Porque loucos como nós, não morrem nunca.... vão sempre estar na imaginação, na memória e nas fantasias de muita gente.
E isso... não tem preço.


 
 

Sabedoria infantil:


- Dinda, ele gosta de ti?
- Não sei querida, não sei ainda.
- Mas porque?
- Porque isso não acontece assim tão rápido...
- Mas porque? ( os tão assustadores porques infantis)
- Porque gente grande é assim, complicada.
-Dinda, mas é assim, se tu gostar dele muito, mas muito mesmo, com certeza ele vai gostar de ti também. É assim, porque seria diferente?
- Hm. *silêncio


É, a vida podia ser simples assim. Com essa doce sabedoria infantil.

 
 

Aquele tão familiar vácuo nas postagens.
A calmaria faz isso, como disse um amigo meu, "Ostra feliz, não produz pérolas".
Preciso mesmo daquela dose de carga emocional para escrever algo, e hoje estou mais inspirada, talvez pelo fato de várias coisas terem acontecido nos ultimos dias.
Tenho prestado atenção em determinadas situações que me tem sido apresentadas, todas muito inusitadas, e eu que tento sempre entender tudo, chego à algumas conclusões.
Uma delas, e vou citar meu querido Edson Marques (novamente), usando uma frase que ele postou no seu blog hoje, "O tempo que temos aqui na Terra é sempre muito curto para que o percamos com outras coisas além de nós."
É, sábia frase.
Porque perdemos muito tempo nos importando, sofrendo, pensando, chorando, gastando um sem fim de energia, com pessoas e coisas que "realmente" não valem a pena.
É um pouco egoísta? Pode ser, mas as vezes devemos ser assim, para o bem de nossa sanidade emocional.
Nada é mais importante que nosso bem estar e nossa vida, devemos sim, ser egoístas nesse ponto.
Ja escrevi muita coisa sobre esse tema, ele é vasto.
E com certeza sempre vou ter algo a falar sobre isso.
Mas hoje, não quero pensar em nada que não seja EU, a vida é mesmo muito curta para desperdiçar com o que não vale a pena.

 
 

A melhor sensação do mundo, saltar para o desconhecido.
O frio na barriga, o gostinho do novo, a ansiedade gostosa que invade o corpo.
Um calor gostoso subindo pelo rosto, e o sentimento de quero mais.
Porque é algo viciante.
A liberdade é viciante.
Viciei.

 
 

Foi chegando de mansinho, tomando o lugar que lhe era de direito.
Com toda a calma do mundo, falou, tocou, cheirou, mordeu, sua vida agora dependia daquilo, tudo era novo, como se nunca tivesse existido antes daquele momento, sentiu que todo o tempo que esteve vivo, era à espera daquele instante.
Queria mais, queria tudo. Não se contentava mais com o pouco com que estava acostumado, agora sabia o que era ser feliz, sabia o verdadeiro significado da palavra prazer.
E se manteve ali , ouvindo sua respiração, seu coração palpitando, inquieto, vivo e Feliz.
Feliz pelo simples fato de estar naquele lugar, vivendo aquele momento.
Se morresse naquele instante, morreria feliz.

Isso era viver. Agora sabia o que era viver.

Qualquer coincidência é pura semelhança.

 
 

O dia lindo e o céu azul me enchem de alegria, amigos, familia, uma sensação de leveza, e uma certa dose de ansiedade, até gosto dessa ansiedade positiva, me sinto como uma criança, prestes a conhecer algo novo...
Um vento com cheiro de flores sopra forte aqui no Sul, varrendo todos os pensamentos e coisas ruins, o vento me dá essa sensação de novidade, leva o velho, traz o novo.
Gosto desse sentimento, do novo...
Não quero mais me angustiar ou entristecer com situações e pessoas que me fazem retroceder.
Todos temos momentos ruins, é fato, mas devemos escolher o que nos faz bem, e o que nos empurra para baixo.
Quero subir cada vez mais, e quem quiser vir comigo, é só me dar a mão...

 
 

O ser humano é por natureza insatisfeito, quando tudo está calmo, reclama, quando está tumultuado, também.
Se tem trabalho acha ruim levantar cedo, ganhar pouco, se não tem, também.
Se esta casado, reclama do parceiro(a), que queria estar só para fazer o que quisesse, se está solteiro, queria ter alguém, pra casar, ter filhos.
Enfim, a lista é grande, e porque?
Sei que é dificil ser 100% sempre, feliz sempre, otimista sempre, com certerza não da.
Mas da pra tentar, eu mesma, algumas vezes não consigo, tem dias que nem eu me aguento, mas conheço pessoas que nasceram para reclamar, serem mal humoradas e amargas.
E ja notei que normalmente essas pessoas tem uma certa facilidade para conseguir tudo, vem fácil, vai fácil, me parece as vezes que deixam acontecer, para ter do que reclamar.
Em compensação, muita gente que conheço que batalha, que luta para ter as coisas que quer, não reclama, são alegres, estão sempre de bom humor e riem das coisas mais simples, sendo felizes com o que conseguiram, principalmente por terem lutado muito por aquilo.
Parece meio bobo, tipo receita de auto ajuda, mas se olharmos mais friamente, é simples, e quando nos damos conta disso... fica realmente muito mais fácil.

 
 

Para que tentar entender tudo.
Se muitas vezes é no inexplicável que está a resposta, e ela pode estar bem na frente do nosso nariz.
É só olhar com atenção.

 
 

Nem sempre podemos ser entendidos e aceitos por todos.
Mas se pelo menos 1% de todos os meus "conhecidos" me admirarem e me usarem como exemplo, ja me dou por satisfeita.
Minhas atitudes e palavras até podem ser esquecidas, criticadas ou julgadas. Tudo bem.
É assim que tem que ser, quero que tudo que eu faça ou diga seja lembrado, de alguma maneira.
Pior seria passar em branco, transparente.
Eu escolho o frio na barriga, a curiosidade, a dúvida do novo e do incerto.
"Porque não estou aqui para esclarecer, estou aqui para confundir."
Adoro essa frase.

 
 

Ele fala por mim.


Nas questões do Amor, há quem prefira relâmpagos e há quem prefira luzes menos fortes, menos brilhantes. Quem prefere relâmpagos procura pessoas relâmpagos. E quem gosta de luz meio mortinha, também vai achar alguém que gosta de luz meio mortinha.
Pois, como dizia minha vó Vitalina, não existe panela sem tampa.
Não acho errado quem troca a aventura e a liberdade pela segurança. Tem gente que não gosta de grandes emoções.
É uma questão de preferência. Tem gosto pra tudo. Respeitemos as diferenças!
Relâmpagos brilham muito e duram pouco: é da sua natureza.
Mas, até mesmo a luz meio mortinha — um dia também se apaga.
Às vezes dura mais, às vezes dura menos, mas também se apaga...
É fatal.
Edson Marques

 
 

Escrever sobre sentimentos é fácil... o dificil mesmo é dominá-los.
Cada pessoa que converso tem uma teoria a respeito de sentimentos, e cada uma sempre tenta comprovar como a "sua" maneira de lidar com as emoções, é a mais certa, a mais fácil, a menos dolorosa e por aí vai.
Mas quem possue o segredo? Porque cada ser é um, como fazer uma regra a respeito disso?
Resposta: não há como.
Cada um sabe a "sua" melhor maneira, não existem regras pra isso.
Deixemos as teorias para os eruditos, ou os que pensam que são.
O ideal, e o mais lógico, é SIMPLIFICAR.
Adoro isso. rs

 
 

Amor e amizade.
Existem semelhanças entre esses dois sentimentos que são tão fortes na vida de um ser humano?
A amizade acompanha o amor, mas o amor não acompanha a amizade, pelo menos não sempre.
São sentimentos totalmente distintos, o amor é quente, passional, forte, muitas vezes até conturbado, tira o sono, faz perder a cabeça....
A amizade é terna, tranqüila, (ou pelo menos era para ser), divertida, pode ser acompanhada de algumas brigas, mas que depois tem, e devem, se tornar motivo de riso.
E porque então, se complica tanto em ambos os casos? Porque estamos sempre tentando achar algum problema, alguma falha, algum defeito.
Algumas semelhanças até existem nos dois sentimentos, neles se quer mudar, se quer dominar, se quer exclusividade, claro, não vou generalizar, sempre gosto de deixar isso claro, sempre existem as exceções, e conheço muitas.
E conclusão, TODOS nós, alguma vez já fizemos isso. Tanto no amor, como nas amizades.
As relações de hoje são assim, se busca uma perfeição inexistente, isso é utópico, e doloroso.
Vivemos no limite, no limite da paciência, da tolerância, da incredulidade, de tudo.
E para quê? Para parecermos mais cultos, mais descolados, mais sabidos, mostrar que não sofremos, que escolhemos o que nos faz feliz.
Afastamos pessoas, pelo simples fato de serem diferentes, de terem opiniões diferentes, de terem gostos diferentes.
No amor, medo de sofrer, de ter que mudar, ter que optar, na amizade, ter que fazer o que não se gosta, falar do que não gosta, sair com quem não gosta, sem nem tentar conhecer.
Nem sempre é bom ouvir, certas verdades doem, mas certas pessoas, os amigos e os amores, estão ai, dentre outras coisas, para isso, para fazer-nos enxergar e descobrir coisas que antes não conhecíamos, ou mesmo, se já conhecíamos, nos fazer olhar de uma maneira diferente, sob uma perspectiva diferente, é isso que faz a diferença.
E é por isso que existem pessoas especiais, que vão ficar para sempre, com brigas e algumas lacunas, e outras não, porque algumas nos fazem crescer, e sermos pessoas melhores e outras... não.

 
 

Frase do dia:

Não vim para esclarecer... vim para confundir.



Ótima!

 
 

A vida é cheia de surpresas mesmo.




Se fosse um filme, seria dirigido pelo Tarantino com roteiro de Woody Allen. Crazy!



Nele só mudam os protagonistas.



Claro, tem gente que nasceu para coadjuvante. E assim vai permanecer...

É, simples.

 
 

A princesinha também chora, ri e ouve não.
A princesinha grita, berra e fala palavrão. Também mente é inconseqüente e perde a direção.

Porque ninguém nesse mundo é cem por cento cheio de razão.
Me recuso a buscar essa indiscutível perfeição.


O Jeito RENATA de ser!

 
 

Estranha hoje.
Um daqueles dias que devia ter ficado em casa...Dormi mal, acordei tarde, perdi a lotação, e as duas que vieram logo em seguida, lotadas, resultado, atrasada.
Um dia quente e abafado, quente demais para inverno, resultado, chuva no fim do dia.
Bom, ja deu pra notar que hoje realmente estou meio azeda.
E não gosto de ficar assim, principalmente porque chego a conclusões que não me agradam muito, penso, logo existo.
Tem um lado meu que me orgulho muito, sei que passo uma certa confiança nas pessoas, e não são poucas que me tornam suas confidentes.
Gosto disso, gosto de saber que as pessoas confiam em mim, e que até seus sentimentos e atitudes mais secretos me são revelados, e não são poucas não.
Já tentei saber o porque, será meu jeito, minha espontâneidade, não sei... mas sei que guardo tudo, ouço com atenção, ajudo no que for preciso, e não me importo de em qualquer hora estar disponível, afinal, amigos são pra isso.
Ja fiquei triste algumas vezes, por certas pessoas só me procurarem quando precisam desabafar, mas tudo bem, são ossos do ofício, vai ver é algum karma meu... rs
Só que eu gostaria que isso fosse uma via de mão dupla, não de mão única... muito bom falar, mas ouvir quando chega a hora, nem sempre é bom, não se tem paciência, se crítica, se dá pouca importância, em algumas situações até se esquece o que foi contado.
Dramas a parte, nem to afim de fazer, isso me incomoda, não vou deixar de estar presente pra quem realmente merece, mas vou selecionar mais meus ouvidos, e começar a prestar mais atenção em quem realmente esta interessado na minha amizade, ou no meu tempo de escuta.
Li um texto muito legal em um blog ontem, no texto era proposto um exercício, se você tivesse um dia de vida, o que faria?
Muito interessante a pergunta, faria tudo aquilo que tem vontade? Comeria as iguarias mais estranhas, faria aquela loucura que a muito tempo tava com vontade de fazer... faria um filho? Seria um filho melhor?
Sairia mais, viveria mais, amaria mais! sem regras, sem pudores, sem contra indicações, simplesmente viveria tudo...
Eu, tenho na minha cabeça tudo o que eu faria, se bem que nunca deixei de fazer nada, por medo ou algo parecido.
Mas uma coisa tenho certeza, seria sempre a mesma, sem máscaras e gêneros, pra agradar quem quer que fosse, e posso garantir, que quando escolho minhas amizades, e coloco-as como prioridade, é assim que vou tratá-las, sempre.

 
 

SOL SOL SOL SOL!!!!!!!!

Sexta-feira com um lindo dia de sol! Enfim .....

O Findi ta ai... e sem chuva, pelo menos hoje! rsrs

 
 



Mais uma semana se foi, chuvosa, úmida, e até certo ponto melancólica.
Mesmo não querendo ou gostando, acabamos todos meio "estranhos" em dias assim, o sol realmente faz falta, o calor e a alegria que o Astro Rei proporciona é revitalizante.
Estávamos falando sobre isso no último findi, la em casa.
Pessoas que moram em países, estados ou cidades que são ensolarados, e que a temperatura média oscila entre os 20º ou 25º, são muito mais alegres, dispostas, saem mais, se divertem mais, são mais despreocupadas, menos estressadas, cometem menos suicidio, tem menos enxaqueca, e por ai vai.
São inumeros os benefícios que o sol e o calor podem nos trazer, bom, vão dizer que estou me contradizendo, pois escrevi um post enorme sobre o frio, que amo tanto e continuo gostando, em particular, com sol, não desse tempo úmido, cinza e bucólico com cara de Europa.
Depois de alguns dias com esse clima, as pessoas vão ficando mal humoradas, instrospectivas, depressivas e com tendência ao isolamento.
É, então viva a primavera - verão!!!
Manguinhas de fora, casaquinhos leves, uma brisa amena, o sol esquentando a pele, pessoas sorrindo mais, caminhando mais, cafés no fim da tarde, por do sol, um vinho branco bem gelado...
Pelo visto minha paixão pelo frio tá indo embora junto com a estação... não que eu tenha deixado de gostar dessa que eu acho a mais charmosa do ano, não mesmo.
Mas por isso gosto do Sul, temos todas as estações, e quando começamos a enjoar de usar mantas e botas, lá vem a primavera, com seus perfumes, suas cores e sua temperatura amena, e aquela vontade de sair pra rua cantando, e rindo pra todos.
Então, vamos curtir o restinho do Inverno, e esperar pela Primavera, de bom humor e rindo da vida!
Simples, como é pra ser!
* Sobre a Pintura: Óleo sobre tela - A Primavera de Sandro Botticelli

 
 

Pra onde foi minha inspiração?
A dias não consigo escrever, fico realmente decepcionada comigo mesma em saber que só escrevo sob o efeito de algum tipo de emoção, seja ela boa ou ruim.
Tava pensando nisso agora.
As últimas semanas foram tranquilas, vai ver é por isso que não tenho nada pra escrever, preciso de emoções fortes, e mesmo gostando dessa fase zen, ja to me sentindo aguniada com tanta tranquilidade.
Acho que não nasci pra isso.
Meu coração precisa de uma certa carga emocional, vivo procurando a calmaria, e quando ela aparece, me sinto inquieta, como se estivesse faltando algo.
Estranha? é talvez.
Deixo a normalidade para quem gosta dela.

 
 

Chove na Alegre capital do Rio Grande, as ruas molhadas, os rostos sérios e o céu cinza, contrastam com o mar de guarda-chuvas coloridos que desfilam pelas ruas.

Dias chuvosos não me deixam melancólica, eu até gosto, claro que preferia estar em casa, embaixo das cobertas, vendo um filme e tomando um chá. Mas não posso, então, fazer o que.

No momento pensando em um tema que muito me me atrai, pessoas.
Em como cada ser é diferente, com seus medos, suas manias, suas perversões, seus arroubos, seus sentimentos, atitudes, e por ai vai. Cada um é um, é único.
Ja escrevi diversas vezes sobre pessoas e afins.
Mas gostaria de além de escrever sobre elas, poder entendê-las. Impossível.
Nem eu mesma me entendo as vezes, como poderia entender o outro.
É, as coisas não são tão simples como dizem por ai, dizemos que é simples pera encobrir a complexidade de tudo, e assim tornar mais fácil de ir levando, acreditando.
Uma coisa que me incomoda, muito, é o interesse, amizades por interesse, amor por interesse, elogios por interesse, criticas por interesse, choro por interesse, sorrisos por interesse, e eu poderia citar mais uma dúzia de outros "interesses". Todos detestáveis.
E o pior, todos ja fizemos, atire a primeira pedra quem nunca se aproximou de alguém para tirar algum proveito, ou fez um elogio esperando algo em troca, ou chorou, esperando assim o perdão por algum erro cometido.
É se procurarmos naquele cantinho obscuro do nosso insconsciente, acharemos. Com uma certa vergonha, procuraremos esquecê-lo, ou fingir que não aconteceu, mas ele vai estar lá, em alguma parte de nossas vidas.
Tudo bem, somos humanos, cometemos erros, e temos o direito de errar, e escolher errar, o famoso livre arbítrio.
Mas abusar da boa vontade alheia é demais. Essa é pra pensar.

 
 

Fugindo de pessoas perigosamente normais, porque ser normal, definitivamente não está no meu script.
Prefiro ser como um filme forte do Quentin Tarantino, a um complicado do Woody Allen, cinematográficamente falando.
Findi chegando.

 
 

Quinta-feira.
Semana chegando ao fim, com muitos pontos positivos, e uma disposição invejável.

O melhor disso é a sensação de que tudo que eu fiz não foi em vão.

Mas mudando de assunto, tem uma coisa que eu realmente abomino, e vou ter que falar aqui:
Pessoas sem personalidade. Pior que alguem com "personalidade forte", é alguém sem personalidade nenhuma, que se apropria dos gostos, dos amigos, das manias, enfim, de tudo de outras pessoas.
É terrivel, e triste, porque pessoas assim, passam totalmente despercebidas, são esquecíveis,e não possuem nenhum diferencial.

É, e existe muita gente assim.

 
 

A vida é mesmo doida.
Aproveitando a calmaria que ela ta me proporcionando.
Mas não uma calmaria chata, de tédio, de marasmo.
Uma calmaria gostosa, com cheiro de coisa nova no ar.
Delicia!
E só atenta as coisas que estão acontecendo a minha volta. Surpresas em todos os sentidos.
Mas é bom, que graça teria a vida se ela não fosse cheia de surpresas?

 
 

Um vácuo nas postagens.
Tenho pensado nos meus sentimentos ultimamente, vai ver por isso parei de escrever.
Eles estavam confusos.
Não estão mais.
Encontrei um equilibrio, e tomei uma decisão, uma não, várias.
A primeira e mais importante, priorizar à mim, meus sentimentos, e minha "sanidade emocional", chega de paixões frustradas, sentimentos unilaterais e destrutivos.
O que for me fazer mal, distância, o que me deixa triste, bem longe. Simples.
Parece frio? É, um pouco, nunca consegui ser egoista a respeito dos meus sentimentos e da minha pessoa, sempre fui a "passional" a "emocional", sempre me estrepei.
Sem fazer drama, nem gosto disso, mas é verdade, ser assim é como comer chocolate, proporciona um prazer quase orgásmico, mas depois vem o sentimento de culpa.
Ainda faltam algumas coisas pra fazer, pra sentir, pra experimentar.
Então, mãos a obra.

 
 

Fuja de pessoas perigosamente normais...

Edson Marques

* Eu fujo sempre.

 
 

Tô a dois dias tentando achar um tema pra postar.
As idéias meio que fugiram, e não to afim de escrever sobre nada grudento, triste, amargo.
Aliás sempre digo que não vou escrever nada assim, e me contradigo, com algum texto pseudo-emo, cheio de palavras sombrias e com duplo sentido.
Chega dessa droga. Nem me reconheço as vezes. Ta certo que minha natureza destrutiva (em alguns casos) me levam a sofrer demais e fazer um baita drama. Que ridiculo, e pior que me dou conta da situação.
Enfim, como não tinha um tema, ando numa crise criativa, (jura né, té parece escritora) vamos as lengas da minha nadamolevida.

Semana cheia de curiosidades, uma enxurrada de pianos( acho que ja falei nisso exaustivamente) mas é que foi uma situação surreal, 5 pianos em uma semana chegando aqui no meu trabalho, teve um dia que quase surtei! Mas no fim tudo certo, só que quase to pedindo licença pra eles, da nada.
Dois dias no mesmo buteco com companhias diferentes, mas não menos importantes, todas muito legais no seu contexto.
Uma coisa muito loca, (e eu quase não gosto do que é loco) que surgiu no findi maravilhoso que passei na casa de uma amiga igualmente maravilhosa, alias findi que merecia um post especial até.
Só diversão! Rever amigos é mesmo tudibom! O ruim é a hora de ir embora, da um aperto no peito...
Vinho, pizza, carreteiro na noite, passeios na madruga, com direito a corrida pra chegar em casa.
E o mais inusitado, acordadas até as 6h30 da manha... fazendo o que? bom quem tava la sabe!
E desse findi uma descoberta muito legal, que to adorando....
E a vida ta caminhando, mais calma...eu mais calma.
E o resto a gente leva...ainda bem né???

 
 


Sexta-feira.O melhor dia da semana.
Findi se aproximando, a semana foi puxada, ainda bem que terminou.
Engraçado que quando as coisas tem que mudar, muda tudo de uma vez só... nunca aos pouquinhos.
Não sei se é bom ou ruim. Mas que é doido é.
Enfim, viagem no findi, rever amigos, e curtir um pouco fora da Capital.
Não esquentar e deixar o resto por conta "Dele".
O importante é não perder o bom humor. Porque tudo é assim: - Simples como a vida!
*Adoro essa frase!!!!

 
 



Hoje um dia meio cinza, meio chato, meio aguado, meio meia boca.

Quase se arrastou, no vai e vem dos pianos, dos violinos, os vidros embaçados, e aquele som perdido pela casa, a caneca de chá quente, o computador ligado em uma página qualquer que nem lembro, tudo bem, nem tava interessada mesmo.

Uma conversa morna, com um sotaque indefinido, e meus pensamentos iam longe, tão longe, que quase me perdi no meio deles. Uma risada, e uma parada pra pegar a caneca de chá.

Despedidas, e o som dos violinos tomam forma novamente.

Meu pensamento volta a se perder, uma música, e lembranças que me fazem sorrir, apesar de tudo.

Fim do dia, um mar de guarda-chuvas coloridos, e pessoas sem rosto.

Os fones nos ouvidos me fazem viajar, e ir onde só eu posso chegar.

Chegando em casa, a melhor surpresa do dia. Em meio a tantos cinzas, e sons arrastados, um sorriso cor de rosa e um beijo com gosto de pipoca.

Tudo se ilumina, e volta a ser como deveria, risadas alegres, abraços quentes, cheiro de biscoito e gengibre. E o doce som de palavras feitas pra guardar no coração.

A vida sempre deveria ser assim. Como balões soltos no ar.