Ser mulher, algo complicado.


Ser mulher é algo complicado. Se mostramos força e auto-suficiência, é porque não precisamos de ninguém, somos amargas e mal amadas, se somos frágeis, doces demais, dependentes... Não servimos para viver nesse mundo, mulheres assim não sobrevivem sem um "homem" ou alguém que as sustentem (não no sentido financeiro) nos dias de hoje.

Então eu gostaria de saber, como tem que ser uma mulher? Frágil sem perder a força? Forte sem perder a ternura?
Sim... A grande dificuldade é exatamente essa, temos que ser várias.
Nunca podemos ser nós mesmas, porque assim corremos o risco de sermos rotuladas sempre. Temos que provar algo durante toda nossa vida seja para pais, maridos, namorados, irmãos, o mundo é masculino não há como evitar isso.
E se somos ou agimos como eles, os homens, é a ruína total. Ou então arcamos com as conseqüências, podemos até mesmo ser banidas (sem exagero) de determinados meios sociais.
Algumas mulheres que eu conheço fizeram isso, algumas delas pagaram o ônus, mas são felizes à sua maneira, outras preferiram o "anonimato” mostrando-se aos poucos, vivendo de uma maneira na frente “deles” e outra por trás “deles”. É uma opção.

Eu não, não consigo. Sou passional demais, exigente demais, necessito de sangue correndo nas minhas veias, posso estar exagerando, sim posso, muitos dizem (e não são poucos) que isso não é bom, a tristeza é companheira de pessoas assim, mas é mais forte que eu. Prefiro ser rotulada então, a ser à sombra de alguém... ou ficar a sombra de alguém.
O que precisamos é de alguém que nos entenda, que seja companheiro, amigo, parceiro, que chore, que ria, que tenha saudades, que sinta medo e que assuma isso. Claro, queremos alguém que nos de colo também, somos “mulherzinhas” muitas vezes, e não vejo mal nenhum nisso. Mas porque não dividir tudo? Porque não aceitar o outro como ele é?
Muitas mulheres, e homens até já escreveram sobre o tema, acho que deve ser um dos grandes assuntos do nosso século. A liberdade sexual trouxe muitas coisas boas, e algumas nem tanto.
Mas o que eu tenho a dizer sobre o assunto é o seguinte:

-Seja sempre você mesma, doa a quem doer... e mesmo que doa muito, pelo menos quando colocar a cabeça no travesseiro sua consciência vai estar tranqüila porque se o que você tem é seu, é porque “você” conquistou, pela sua força, seu carisma, sua personalidade.
Essa sensação ninguém pode tirar, então, quando se sentir só, ou pensar que precisa de “alguém” para ser feliz pense nisso. Pense que o mundo está ai, pronto para ser descoberto e as pessoas que tem coragem para enfrentá-lo são aquelas que fazem a diferença, são aquelas que realmente são vencedoras.

Elas até podem sofrer um pouco mais, mas com certeza terão muito mais histórias e lembranças para contar, sejam elas boas ou não. Pense nisso.

Bom findi!

 
 
 
 

Postar um comentário 2 comentários:

Anônimo disse...

Te cuida, Marta Medeiros!
Beijo grande!

17 de março de 2008 09:09

Edson Marques disse...

Renata,


Ser mulher "é complicado", sim, mas, de certo modo, poeticamente complicado. Vou deixar um link de um texto meu sobre o que penso das Mulheres.

(Para o caso de você ainda não ter lido).

Abraços, flores, estrelas.

17 de março de 2008 17:25

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