Ah o Inverno!



Findi batendo na porta, um frio de renguiá cusco!
Bah guria, um baita frio!!
Agora coloquei pra fora toda minha essência gaudéria... mas falando sério, o frio chegou aqui nos pagos do Sul, na Capital Porto Alegrense 6 º, em algumas cidades da serra, abaixo de 0º. Bahh!!!
E olha que estamos no Outono, o Inverno nem chegou ainda.
Mas eu adoro o frio, tem quem me ache doida, minhas amigas me acham totalmente desequilibrada, tudo bem que é por outras coisas também, mas em relação ao frio sim, nem me importo, gosto mesmo, sair toda encasacada, mantas, tocas, luvas, botas... A-D-O-R-O!
Fora que ficamos muito mais bonitas, muito mais charmosas, sem aquele suador logo as 10h da manha, sai fora!
Saímos de casa lindas e cheirosas e a tarde ainda estamos assim. Ótimo!
O inverno é a estação amiga de todas as mulheres, baixas, altas, gordinhas, magrinhas, com ele disfarçamos tudo.
O verão até nisso nos boicota, tudo de fora nem sempre dá né, eu ainda tenho a vantagem de não ter problemas com a balança, mas sou solidária com a classe feminina e acho que o verão muitas vezes não ajuda todas.Por isso amem o inverno meninas!
Tomar um vinho, comer uma sopa ou um Fondue, coisas de Inverno.
Um chimas no solzinho, com aquela bergamota bem docinha, coisas de Inverno.
Chocolate quente com bastante Chantily, pinhão na chapa, coisas de Inverno.
Um filme na tv e muita pipoca e edredon, coisas de inverno.
Ah, e eu nem falei da parte de namorar, essa todos sabem que é uma delicia, dormir agarradinho, passear bem juntinho... Tudibom!
Bom, nesse quesito me abstenho, ainda estou avulsa, como dizem por ai, mas os amigos fazem a parte deles, e tenho muitos dispostos a enfrentar o rigor de mais uma estação gelada comigo, fazendo tudo isso, só lógico, não a parte de dormir juntinho.
Temos também as deliciosas Festas Juninas, que aqui no Sul ganham atenção especial, pois uma grande fogueira, quentão e pinhão juntos não tem coisa melhor.
Na minha casa sempre nos reunimos para fazer essas festas, claro que sem a fogueira, senão colocaríamos fogo na casa, mas o resto todo tem, do bolo de milho até a rapadura. Maravilha!!!
E eu podia ficar aqui a tarde toda enumerando as várias coisas boas do Inverno, e olha que o nosso nem é tão rigoroso, nem neva.
Nós estamos bem servidos, aqui no Sul temos todas as estações bem definidas, verão escaldante e inverno congelante, as vezes temos todas as estações em um dia só, o que confunde todo mundo, eu tenho uma bolsa bem grande para levar todo um guarda roupa nela, essa moda pelo menos tem sua vantagem, cabe tudo ali, do casaquinho a regata.
Mas lógico o inverno rigoroso tem muitas desvantagens, é muito bom para pessoas que como eu, tem um teto e roupas que protegem, mas uma grande parcela das pessoas não tem, e isso é triste.
Vou aproveitar para falar, que se você aí, que tem um armário abarrotado de roupas e não usa mais, doe, dê para alguém que realmente precisa, com certeza você vai se sentir bem e vai fazer alguém feliz.
Pronto, dei meu recado filantrópico.
Mas voltando ao frio charmoso do Sul, eu vou curtir um findi de inverno, com vinho, sopas, filmes na tv e edredon, reunião com os amigos, comidinhas gostosas e tudo que eu tenho direito.
E não esquecendo das luvas, toca, (que agora com meus novos cabelos curtíssimos, são indispensáveis) manta e um casacão bem quente para agüentar tudo isso, e lógico uma dose de calor humano, que é fundamental para enfrentar um rigoroso Inverno.
Quem sabe assim não descongelo algum coração por aí né??
Quem sabe.
Bom fim de semana para todos!

 
 


Esperando o tempo passar.....................


E a chuva continua... adoro... friozinho dos pampas...com cheiro de coisa nova no ar.

 
 


Mudanças são necessárias, são inevitáveis, são fundamentais.
As vezes são dolorosas e mexem na alma, na vida e nos sentimentos.
É preciso ter coragem para mudar.
Deixar de lado velhos conceitos, velhas crenças, pensamentos que te impedem de fazer muitas coisas, pelo simples fato de achar que já não pode mais, que esta velho, que não tem mais tempo, ou que já não precisa mais ser diferente para agradar aos outros.
Nunca é tarde para mudar.
Pessoas previsiveis são chatas, sem graça, tem suas vidas regradas e certinhas, podem até sofrer menos, ter menos dúvidas, dormir mais a noite, não sei, há os que não gostem do novo, do inusitado, é um direito, na minha opinião se essas pessoas fossem uma cor, seriam cinza.
Eu sou quase uma metamorfose ambulante, parafraseando Raulzito, tenho minhas idéias, meus conceitos, minhas maluquices, mas sempre acho que posso ouvir, conhecer e aprender com tudo.
E mudar, mudar de opinião a respeito de alguém, de alguma situação, de gosto, de lugar.
Não vou ser hipócrita e dizer que não julgo, não fico com raiva, não cometo injustiças, faço tudo isso, me arrependo as vezes até, mas sei reconhecer isso.
E volto atrás, sem medo de errar.
Vou encerrar com uma frase que uma pessoa muito especial escreveu-me em um momento de dúvidas e tristezas, relendo o que ela escreveu, várias vezes, concordo com cada palavra, é simples, mas na sua simplicidade diz tudo.
A vida já é tão complicada, vamos simplificá-la, deixando de lado velhos conceitos, rancores, e simplesmente mudar, não por alguém, mas sim por nós mesmos.
(...) continuo a pensar que momentos ruins são mais úteis que os bons, porque nos fazem refletir de maneira diferente, e no fim, só nos fazem crescer como pessoas(...)

 
 

E viva o desapego!


Findi bem legal. Cinema. Chopinho com amigos de "verdade". Churras em familia. E aquele friozinho gostoso de volta aos pampas. Ja tava com saudades.
Então, tava dando uma olhadinha agora pela rede, dando uma navegada pelos blogs da vida, e constatei que quase todos tem sempre algo de triste para falar, parece que a maioria das pessoas, assim como eu, escrevem mais quando estão tristes. Ruim isso.
Porque quando estamos felizes não fazemos o mesmo? Parece que a tristeza e a melancolia nos inspiram mais.
É como quando estamos apaixonados, tudo se torna cor de rosa e tem um fundo musical romântico e com coraçõezinhos em volta. Psss.
E se não somos correspondidos então, aí sim, textos intermináveis, versos cheios de amor e tristeza, as lágrimas brotam, e quanto mais no fundo do poço, mais inspiração.
Aiiii... não dá, isso não dá!

Mas então, de agora em diante vou cuidar mais disso, e trazer fatos alegres e engraçados aqui para o blog.
Porque tenho muita coisa boa e engraçada para contar, não só as desventuras de um coração amalucado, o meu, diga-se de passagem.
Então, um brinde ao desapego!! Desapego de situações desagradáveis, de paixões mal resolvidas, de gente interesseira que não te faz feliz, de pessoas orgulhosas, do mal humor, do rancor, de dias cinzas e sem graça. Emfim, de tudo que não traz alegria e um pouco de insanidade sadia para nossa vidas.
Porque temos que ser insanos, mesmo que muita gente não entenda bulhufas, mesmo que te achem uma descontrolada e louca. Melhor ser insana e feliz, do que uma racional carrancuda. E tenho dito!
Bom inicio de semana para todos!!!

 
 

Orgulho e Preconceito.

Ontem a tarde vi um filme, já tinha visto mais de uma vez, uma das minhas histórias preferidas, tanto nas telas como na literatura.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, uma linda história, retrato fiel da sociedade inglesa no séc.XIX, com Keira Knightley como a bela e impetuosa Elizabeth Bennet, e Matthew Macfadyen como o charmoso e orgulhoso Mr. Darcy.

Personagens maravilhosos, um filme brilhante e primoroso nos figurinos, na fotografia, que mostra belas locações no interior da Inglaterra, na trilha sonora hipnotizante, e lógico na bela narrativa de Jane Austen, que já foi parar nas telas com os não menos importantes Razão e Sensibilidade e Emma.

Jane Austen ficou muito famosa por descrever a vida da sociedade e o papel da mulher no séc. XIX na Inglaterra.

Creio que todo esse universo tenha sido retratado tão fielmente por sua ânsia de liberdade, Jane foi uma mulher solitária, nunca se casou, teve somente um noivo muito mais novo, mas que durou pouco tempo.

Quando se estabeleceu como romancista, isolou-se do mundo, vindo a falecer algum tempo depois de uma doença pouco conhecida na época.

Mas, voltando a falar do filme, muitas coisas mexem comigo nessa história, Elizabeth era uma mulher muito avançada para a época em que vivia, falava o que queria e quando queria, impetuosa, achava que as mulheres não deviam nunca se submeter ao homem, e que o casamento era muito mais que uma união de bens ou interesses, mas sim que um homem e uma mulher deveriam unir-se por amor e por suas afinidades.

Para a época, algo assustador.

Mas sabe, já li o livro algumas vezes, e o filme também, trazendo a história para nossa época, muita coisa continua igual.

Muitas pessoas casam-se por interesse, o status é algo importante, as aparências contam muito, e a maioria dos homens ainda prefere as mulheres digamos, mais maleáveis.

Maleável no sentido, de ser mais fácil de se dominar. Não vou em hipótese alguma generalizar, nem quero, claro que como tudo na vida, há exceções.

Onde estão as Elizabeth Bennet de nosso tempo? Que não aceitam as coisas com facilidade, que lutam por seus direitos, que brigam por sua felicidade e não tem medo de mostrar o que querem, o que sentem.

Muitas mulheres que conheço tem medo disso, pelo simples medo de ficarem sozinhas.

Foi exatamente isso que encantou o tão orgulhoso Mr. Darcy, a inteligência, a impetuosidade, a liberdade e o temperamento intempestivo de Elizabeth.

Isso assusta, sabemos que sim, eu sei que sim.

Mesmo sendo uma sociedade liberal, em que é muito bonito falar em liberdade para ambos os sexos, sabemos que as coisas não funcionam bem assim.

Às vezes tenho a impressão que ainda vivemos no séc. XIX, que devemos cuidar a maneira de falar, de andar, de vestir, estamos constantemente sendo analisadas, colocadas a prova, testadas diariamente.

No post anterior, que não é meu, Tati B. uma guria muito legal e que escreve muito bem, fala disso, que ela ta cansada de ser o homem da relação, de sempre procurar o cara, de ligar, de fazer, de ir atrás, e em troca disso ganha o que? Fica sozinha.

Porque os caras se assustam, e correm dela. E não é que é verdade?

As mulheres que peitam ser os “homens” da relação, correm esse risco. Então ela faz o inverso, diz que vai ser outra, que não vai ligar, que não vai transar com ele no primeiro encontro, porque ai sim, ele vai se apaixonar por ela. Na real, se lermos até o final vamos ver que ela não acredita nisso, porque se ele não cair nesse teatro todo de menina moça, ai sim ele vai valer a pena mesmo.

Tati B. é uma Elizabeth Bennet do nosso tempo, não aceita as coisas mesmo estando cansada disso. Quer um homem que goste dela, do jeito dela, das neuroses dela, e que converse com ela de igual para igual.

Na boa todas queremos isso, mas algumas sufocam esse desejo para não ficarem sós.

Eu já passei por algumas situações parecidas e já sofri algumas perdas, e sei que o Orgulho e o Preconceito não levam a lugar nenhum, só ao rancor e a amargura.

Tenho consciência de que é mais difícil e até doloroso ser assim, mas não mudo meu jeito de ser para agradar ninguém, sempre tento ouvir todos os lados, e todas as versões.

Na verdade sei que existem muitos Mr. Darcy por ai, dispostos a conhecer as Elizabeth Bennet que existem dentro de nós.

Basta não desistir de achar. Do resto, a vida se encarrega de cuidar...

 
 

O teatro da moça banal
By Tati B.


Olho pela sacada da minha casa e vejo você chegando. Corro para o enorme espelho do meu quarto e repito em mantra: eu não gosto dele, eu não gosto dele, eu não gosto dele.
Tenho quase 30 anos e consegui estragar todos os meus relacionamentos simplesmente porque gostei demais das pessoas.
Dessa vez quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você, não gosto de você. Espero você tocar a campainha olhando o escuro pelo olho mágico. Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara.
Dessa vez quero acertar, dessa vez quero que alguém fique comigo ao menos um mês sem me achar louca. Cansei de sempre ser a garota louca que espanta todo mundo. Você tem cheiro de roupa limpinha com mente suja e eu quero te rasgar inteiro. Mas apenas te dou um beijinho no rosto. Preciso me comportar. Ser como as minhas amigas que se dão bem e arrumam namorados apaixonados.
Há anos que eu rasgo os rapazes, enlouqueço, me apaixono, devoro. E termino sozinha no Espaço Unibanco, querendo morrer enquanto olho sem fome para o pacotinho com dez minipães de queijo. Chega. Dessa vez vou acertar. Não vou chorar na sua frente porque acho um absurdo estar viva, não vou pirar porque deu quatro da manhã e eu tenho a impressão de que a noite é uma coisa de pirar a cabeça. Não vou beijar sua nuca no meio da noite e gostar de você como naquela canção do Legião, que diz que é como se não houvesse amanhã.
Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque deu tempo de gostar delas. E ninguém entende nada. E todo mundo se assusta. Mas prometo ser uma mulher normal dessa vez. Você não sabe porque eu não te atendi o dia todo. Eu te conto que é porque estava muito ocupada. Minhas amigas sempre usam essa desculpa e sempre namoram.
Eu era a louca que nem esperava os caras ligarem e já ligava pra eles. Mas dessa vez tô ignorando o telefone. Mesmo que ele fique no meio das minhas pernas o dia todo esperando um telefonema seu.
Mas você jamais vai saber disso. E jamais vai saber mesmo, sabe por quê? Porque você é o primeiro homem do mundo que não sabe que eu escrevo sobre a minha vida. Chega. Todos os homens morrem de medo disso e eu não agüento mais essa porra dessa solidão que me dá toda vez que procuro um pouco de amor nos beijos e abraços curtos que alguém me dá só pra poder transar depois.
Chega. Aí você fala que vai cortar o cabelo e eu quero implorar pra você não cortar. Porque esses seus cachos acabam comigo. O cheiro do seu cabelo. A maneira descabelada que você usa pra parecer arrumado. E eu amo a sua cara de argentino e que você odeia os argentinos. E eu amo como a sua calça nova cai bem em você e como você fica elegante de chinelo. E eu quero te pedir pra deixar tudo como está e não cortar meus cachos prediletos de todos os cachos. Você me salvou. Eu não agüentava mais pensar nos mesmos caras que eram sempre os mesmos caras.
Você é novinho em folha e eu sou louca por você. Mas tudo isso eu não te conto pra você não achar que eu sou louca. Chega. Dessa vez vou fazer tudo certo. Já é a sexta vez que você vem à minha casa e até agora nada. Não transei com você. Apesar de pirar na sua barriga e na sua nuca. E de querer eternizar o seu cabelo e o seu nariz feio. E de achar que o seu cheiro é o cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto.
E de eu te adorar principalmente porque eu já nem sabia mais como era adorar alguém novinho em folha. Não, não transei com você. Chega de transar sonhando em andar de mãos dadas. Agora vou andar de mãos dadas pra ver se vale a pena transar. Porque dessa vez vou fazer tudo direito. Chega.
E você nem sonha que eu sou meio bipolar, quero ser mãe e acredito no amor da vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea. Você nem sonha com essas coisas porque só conversamos coisas leves e engraçadas. Chega de ser a louquinha intensa.
Maior legal transar e se divertir com a louquinha intensa, mas quem agüenta o tranco de me assumir, de me amar? Ninguém. Chega.
E eu corro no espelho de novo e repito cem vezes que não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você.
Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega.
E você implora pra gente finalmente transar. Já é a sexta vez que você vem aqui. E eu quero muito. Muito. Porque você tem a voz mansinha e só fala coisa inteligente. E você é cínico sem ser maldoso.
Mas não, não. Estou morrendo de vontade de ser eu, mas ser eu só tem me feito perder e perder. E eu quero ganhar. Só dessa vez. Chega.
E eu quero me dar de bandeja pra você. E dentro de mim uma voz diz: pira Tati, enlouquece. Vive um dia e já está bom. Depois eu demoro semanas pra me levantar, mas pelo menos fui intensa e vivi um dia.
Mas não agüento mais nada disso. Quero viver uma história. Por isso dessa vez não vou transar e nem gostar de você. Tchau.
Peço pra você ir embora. E você jura que eu não estou nem aí pra você. Melhor assim. Dessa vez quero fazer tudo certo. Chega de fazer tudo errado. E eu te espio da janela, indo embora. E quero berrar o quanto gosto de você. E te pedir em namoro. E rasgar sua roupa. E te comer. E dormir enroscada no seu cabelo. E te mandar flores amanhã. E mais uma vez agir como um homem. Mas eu cansei de ser homem. Chega de usar o homem que eu não sou pra ferrar comigo. Eu sou menina. E meninas só transam depois do sexto encontro.
Ou depois que o cara fala que gosta delas. Dessa vez vai ser assim. Chega.
E se você não se apaixonar por mim mesmo com todo esse teatro de moça banal que eu estou fazendo, vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.

 
 

Tive um sonho...




Sonhei que todos eram felizes, não existia tristeza, as pessoas eram menos rancorosas, se preocupavam menos com que os outros pensam, riam mais, choravam menos, dançavam mais, trabalhavam menos.
Tive um sonho... sonhei que as coisas eram mais simples, que andar descalço era normal, acordar mais cedo, dormir mais tarde, os filhos respeitavam mais os pais, os pais entendiam mais os filhos.
Que não existia a dor da perda, a mágoa, o rancor, a vergonha.
Éramos bem mais felizes, leves, as crianças andavam pelas ruas livres, soltas e despreocupadas.
Um mundo perfeito, sem correria, sem transito caótico, sem fome, sem miséria, sem violência.
Um mundo onde os amigos entendiam uns aos outros, sem perguntas, sem questionamentos, só o sentimento, só o olhar, só o toque.
É, mais isso foi um sonho.
As coisas não são assim, e estão longe de ser.
Hoje um pouco triste, pensando do porque de tanta complicação, de tanta mágoa e indiferença.
Quem sabe esse mundo um dia exista, ou sendo bem otimista, pelo menos um pedacinho dele.

 
 

Ah ! As mulheres!


O fim de semana foi ótimo. Parceria boa, pessoas legais que a gente vai conhecendo e descobrindo que novos amigos são sempre bem vindos na vida.

Mulheres juntas sempre resultam em um encontro explosivo, se forem solteiras então, nem se fala, sempre sai algo de surpreendente, junte três mulheres prontas para diversão, resultado? um programa delicioso no ultimo findi.

Então, assunto vai assunto vem, e entre um chopp e outro, revelações começam a ser feitas, as mulheres na minha opinião nem precisam de muito estimulo para falar sobre suas vidas, seja na parte pessoal ou não, basta se sentirem seguras e pronto! Ta feito o confessionário.

Mas voltando, começamos, ou melhor, terminamos falando em sexo claro! Eu não tenho nenhum problema de entrar nessa pauta, seja com homens ou mulheres, isso fruto de uma criação saudável em que conversas abertas são rotina até hoje.

Então com essa cara de pau que Deus me deu, e que até já me colocou em situações inusitadas, soltei aquela pergunta... Com quantos caras elas já haviam estado? é isso mesmo, transado, feito sexo, amor, dê o nome que quiser.

Bom foi uma gargalhada geral! Até pensei, agora vai rolar uma mentira coletiva, até eu já tava tentando sair pela tangente.

No inicio um certo constrangimento, risadas meio nervosas, mas em alguns minutos estávamos todas tentando lembrar dos ditos.

Imagine três mulheres, na faixa dos 30 anos, contando nos dedos quantos eram os felizardos! Sim, porque são felizardos os que estiveram conosco, (tá...se não enchermos nossa bola quem vai fazer), e pior, depois que dei a pauta pensei:

- E agora Renata? tu não lembra de todos... bah! Uma devassa total! Loca!!! Vai dizer que não lembra? Ou mentir???

Mas essa crise de consciência durou exatos 15 seg. até porque não sou de ter crises de consciência, pelo menos não com isso.

E sabe que foi muito engraçado! Porque também, somos mulheres bem resolvidas, solteiras, diplomadas, viajadas, na real menos de 15 seria ridículo! Considerando claro, os relacionamentos mais longos.

Estabelecemos então uma média, não caberia aqui colocar em números, na boa não é relevante, mas ficamos em mais de 10 e menos de 40.

Acho razoável, considerando nossa faixa etária.

Mas foi legal lembrar de tanta coisa depois de alguns anos, foi no mínimo divertido, e pior, constatamos que alguns fazemos questão de esquecer, nisso todas concordaram.

Na verdade, o número não importa, isso foi só uma brincadeira, sabemos com certeza que no momento certo, todos foram importantes à sua maneira... Mesmo que por pouco tempo, com amor, com tesão, com paixão ou somente com atração.

O que importa realmente é estar de bem consigo mesma, se divertir e fazer tudo consciente.

Ta afim? Faça! Divirta- se!!! Com cuidado e sempre tomando as devidas precauções, lógico!!!

No final a noite terminou com as três dançando música dos anos 80, comendo um mega xis com muita gordura saturada e rindo muito do assunto!

E claro! Teve um momento no meio da madruga em que uma de nós falou:

“E aí gurias, lembrei do 35!!”

Mas quem foi? Isso só quem tava lá pra saber! rs

Bjoss a todos... E boa semana!

 
 

A música é linda!
Antony and the Johnsons - Bird Girl

E a pergunta que eu deixo aqui.
O que faz você feliz?

 
 

Escolhas.

Dois dias sem escrever e os assuntos ja acumulam, ainda bem que nesses dois dias as coisas não foram tão "estranhas".
Ontem noite de quarta, como ja falei aqui, noite de futebol, que eu gosto, então, cheguei toda feliz em casa com uma garrafa de vinho e várias coisas para preparar aquela macarronada a Bolonhesa, (o único prato que me faz ir para cozinha, se bem que é o único que sei fazer), enfim, tudo pronto para uma noite de festa com a vitória do meu time e um vinho tinto Argentino maravilhoso!
Desilusão total! meu time perdeu, e pior, jogou mal, tudo bem futebol é isso... fui dormir de piléque e com a maior raiva do time inteiro, praguejando até a última geração de todos, até do cara que carrega a água.
Buenas, nem tudo pode ser como a gente quer, a massa pelo menos tava boa, quem comeu elogiou, se bem que também não tinha outra coisa. Pss...
Ok! Desisto, cozinha não é meu forte, sou Relações Públicas não candidata a chef do ano, e além do mais na minha casa todos cozinham muitoooo bem! Nem preciso saber mesmo, a miojo e a sopinha de pacote para mim são as melhores invenções desde a escrita.
E a agora tem a versão Light delas! Viva! Menos calorias ainda, para comer sem culpa... eu quando tô com muita fome ainda coloco duas miojos, ai é melhor a Light, diminui o remorso.
Mas não sou de todo ruim na cozinha, preparo uma salada e um arroz divinos, as duas únicas coisas que sempre me pedem para fazer.
Nem todos são perfeitos né, tipo cama, mesa e banho.
Confesso que sinto uma pequena inveja, (pequena ta!), de quem tem o dom da arte de cozinhar! Porque sei que é uma arte, misturar temperos, colocar tudo na medida certa, e ainda sair delicioso!!!
Eu definitivamente não nasci para isso, coloco tudo na panela, e os dois temperos que conheço são orégano e manjericão, e claro o Arisco. Sim né... também não sou tão leiga assim.
Mas em compensação, sou ótima em organizar as coisas, la em casa sempre foi assim, desde pequena, minha irmã aprendeu a cozinhar, e eu na retaguarda, fazendo a logística. Ótimo! Me afastem das panelas!
Na boa acho que não precisa ser bom em tudo para ser ótimo, deu pra entender isso?
Vou explicar, na minha opinião da para escolher uma coisa e fazê-la bem, tem muita gente que tenta ser boa em tudo e acaba se perdendo no meio do caminho, eu ja desisti disso, até porque, quando passamos dos 30 tem coisas que realmente a gente deixa de lado. Para mim, cozinhar é uma delas... e olha que eu tentei... tudo bem, pouco, mas tentei.
Tenho outros atributos, ja tentei fazer muita coisa e não terminei, agora, só escolho aquilo que realmente vai me fazer bem, e que sei que vou dar continuidade.
O mesmo falo das pessoas.
Enfim...fico com minha miojo, e com noites regadas a um bom vinho... Conversas acaloradas, buchechas vermelhas e aquela risada gostosa que só damos quando este já fez efeito!
E claro não vamos esquecer, que na próxima semana tem mais futebol, e que dessa vez meu time de mais sorte, porque aí não da né!
E me diz, tem coisa melhor??

 
 

Ser ou não ser.



Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgi-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim?


A famosa frase vem da peça "A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca", de William Shakespeare.
Encontra-se no Ato III e é muito usada como fundo filosófico profundo.
A frase é perfeita, como sempre Shakespeare é implacável nos diálogos fortes e que fazem pensar.
Assim como Hamlet, que estava atormentado com a idéia de vingar a morte de seu pai, e com seus dilemas pessoais, tenho eu pensado a respeito do "ser ou não ser".
O que é mais fácil? Ser o que os outros querem ou sermos nós mesmos?
Como disse Hamlet, " sofrer pedras e setas... ser atingido, quieto? Ou insurgi-nos contra um mar de provocações, com luta? Lutando para defender aquilo em que acreditamos, dizendo tudo e fazendo aquilo que nosso "eu" verdadeiro manda?
Claro, isso é no sentido figurado.
Mas e hoje em dia, porque então que tanta gente tenta ser algo que não é?
A vida esta realmente doida, as pessoas na ânsia de serem aceitas, seja em um grupo social, seja no trabalho, na família, nos relacionamentos, se sujeitam a serem "outros" porque assim é mais fácil, conveniente.
Eu mesma já ouvi isso muitas vezes.
"Renata, tu não pode falar tudo que vem na tua cabeça! Corre o risco de ficar sozinha!" ou então, "não seja tão impulsiva, não faça tudo que teu coração manda, se expor demais não é bom, as pessoas conhecem tuas fraquezas, e isso é péssimo!"
Pois é, e eu, sempre pago para ver! Eu sou assim.
Não crio personagens, só isso. Essa palhaçada de ser aceito é ridícula. Quem gosta da gente vai gostar de qualquer jeito.
Claro, com limites, é lógico, não da também para sair por ai dizendo e fazendo tudo o que vem pela cabeça, isso não é ser sensato, é doidera, mas sempre tem um jeito, só o que esta morto não muda.
Eu ajo de acordo com meu coração, todo o meu corpo trabalha junto com meu cérebro, eles são um todo. Não separo sentimento de razão.Mesmo sabendo que as vezes deveria.
Ser ou não ser, eis a questão... eu escolho ser "Eu"... com luta.
Aquela que grita,que fica com raiva, que chora, que ri, que brinca, que se magoa, que te odeia e no minuto seguinte te ama, que fica feliz com um simples email, que chora até com propaganda de margarina e supermercado, e que faz de tudo para ver alguém feliz mesmo que esse alguém não mereça tanto assim.
Essa sou eu... e é essa que escolho para passar o resto da vida comigo.

 
 

Segunda.

Segunda-feira.

Aquele dia destestado pelo Garfield.

O gato mais charmoso dos quadrinhos sabia das coisas (ama lazanha, assim como eu...).

Segunda é um saco mesmo, e quando o fim de semana foi bom então, bah! Bate aquela depressão pós findi! (como diz uma grande amiga minha).
Mas meu findi foi legal, teve encontros com amigas na Redenção,assistir jogo no buteco, almoço em familia, dia das mães, algumas surpresas boas e outras péssimas, cés la vie!
E aprendendo sempre... ontem fui dormir tarde, e um pouco triste.
Mas sabe, aprendi que por mais que a gente se esforçe não consegue agradar a todos, claro que não! As pessoas são diferentes e reagem de maneiras diferentes.
Ja não tento mais entender, gastei muito do meu tempo tentando. E porque, não simplificar?
Porque as relações ficaram tão superficiais que é mais fácil se afastar do que sentar e conversar.
Pode parecer clichê, e até é um poco. Mas porque não curtir mais, mostrar o que sente, dizer as coisas, abraçar, beijar, perdoar, conversar, rir, chorar, porque?
Para se mostrar forte? para parecer frio.... e se proteger... o que adianta?
O que eu quero da minha vida? você ja se perguntou isso hoje? Quem eu quero perto de mim? O que eu quero fazer?

Eu quero risadas descontraidas e sinceras, beijos verdadeiros, abraços apertados, longas conversas com conteúdo, e sem conteúdo também, porque nem sempre precisamos ser sérios.... a vida também é feita de momentos insanos e sem sentido!

Por do sol, pilequinhos, cama quente, cobertor cheiroso, dormir juntinho, caminhar abraçado, receber um email de alguem que lembrou de voce, pelo simples fato de que esta com saudades... coisas simples.
É na simplicidade que estão as melhores coisas da vida.
Eu só não me acomodo, só isso, não quero viver minha vida como se estivesse esperando por algo.
Não estou!!! Eu busco algo... e sempre vou buscar.
Não quero o comum, o previsível...há os que gostem disso...é mais fácil, indolor eu diria.
É um risco permanente eu sei, mas prefiro isso a inércia de uma vida sem graça e solitária.

Por isso, não faça do hábito um estilo de vida.Como diria Edson Marques:

"O mais importante é a mudança, o movimento,o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver: A salvação é pelo risco,sem o qual a vida não vale a pena!!!"

Boa semana pra todos!


 
 

Manitas.


Domingo de Dia das mães.

Fim de semana especial, bom dia das mães é todo o dia, (parece propaganda de shopping) mas é mesmo, pelo menos para a minha, que é a melhor.

Bom as mães são sempre especiais.

E hoje como eu gostaria de falar sobre amigas, nada mais justo do que começar falando de mãe, que deveria ser, e no meu caso é, nossa melhor amiga.

Ela é a primeira, e depois dela, temos aquelas que nos dão sustentação fora da relação familiar, as amigas de alma.

As "manitas".

Essa semana foi comprida, dificil, densa, e terminou com algo no minimo inusitado. Mas tudo bem, minha vida é "inusitada" digamos que quase um Kinder ovo, "Sempre uma nova surpresa".

E como não passar por isso sem elas? Sem as amigas, que estão lá, prontas para tudo.

Para chorar, para te ouvir, para tomar um vinho barato e ficar com a lingua roxa e dormente, contar moedas para pagar a ultima ceva, emprestar aquela blusa, sim aquela, que talvez nem use, mas é nossa né???
Rir até a barriga doer, falar bobagens até cansar, comer chocolate na rua, sanduiche frio na madruga, te ajudar a trocar de roupa quando as forças acabaram naquela balada que foi tuuudo de bom! Tomar café requentado, e falar... falar muito, e depois te ouvir... te ouvir mais ainda, e então te encher de conselhos que arrepiariam até o Poderoso Chefão.
Aquele cara? Ele nunca é o bastante pra você.... ele sempre vai ser mais um.... ou então ... o perfeito.... vai a luta amiga!!!! É o que elas dizem!

Nas festas que ninguém quer ir, elas estão lá! E se precisar se enfeitar toda pra ficar na calçada, elas também estão lá!
Para rir, para chorar, para contar coisas que só elas entendem, piadas, metáforas, histórinhas, e aquele código... que nem a KGB saberia decifrar!
Pode parecer besteira, mas não é...elas te atendem na madruga, te ajudam na ressaca, te abrem os olhos quando ninguém mais faria.
E se estiverem longe, não tem problema, msn, email, o que seria de nós se não fossem os avanços da tecnologia.
As distâncias são um mero detalhe.

Elas são praticamente tudo. Quem tem sabe.

Muitos dizem que a amizade feminina tem um limite, que as mulheres são dissimuladas, que a amizade masculina é mais verdadeira. Quem diz isso realmente não sabe o quanto vale uma verdadeira amizade.

As mulheres farejam uma amiga a Km. de distância. E sabem bem quando e como devem tratar uma.

Um conselho, nunca se meta no meio de uma amizade femina, isso pode ser fatal!Você corre o risco de sair completamente arrasado(a) ou banido(a) dessa batalha.

As mulheres tem um jeito todo especial para proteger sua classe, são capazes de ficar uma noite toda conversando e ouvindo suas melhores amigas, e nunca se negam a emprestar seu ombro quando se faz necessário.

Para as horas felizes, para as tristes elas estão sempre lá.

Tenho as melhores amigas que uma mulher poderia querer, e sempre me surpreendo com elas.
Sei que sempre estarão ali para mim... em todos os momentos.

Manitas... é nói! e vocês sabem do que eu to falando... Bejos para todas, sem distinção!



 
 

Feliz Dia das Mães!!!!!!!


Parabéns pra minha mãe que eu amo muito!!!
Porque sem ela nada teria sentido!!!!
Amo tu mãe!!!!!!!

 
 

Resolvido.



To sentada aqui na minha sala pensando sobre o que eu vou escrever hoje.
Quando nos propomos a colocar em palavras tudo que acontece em nossas vidas a coisa muda .
E os fatos vão se acumulando, e alguns fazem a gente pensar e escrever... e então taí...
Vou escrever hoje sobre os" bem resolvidos."
Como assim "Bem resolvidos" ?
Bom pode ser bem resolvido em qualquer coisa, na vida sentimental, na profissão, na sexualidade, na religião... tem uma infinidade de coisas que podem ser "bem resolvidas".
Usei esse termo, que não é pejorativo, pela simples junção das duas palavras, não quero que me interpretem mal.
Resolver bem algo na vida, é algo que muitas pessoas ainda estão lutando para fazer, parece simples, mas não é.
Palmas então para aqueles que conseguem ser bem resolvidos em tudo!
Sim, porque há os que dizem que são bem resolvidos em tudo, no amor, porque sabem bem o que querem, na profissão, porque fazem o que gostam, na sexualidade, porque fazem o que gostam e com quem gostam!
Bah! Esses são felizes!
Mas e nós, simples mortais e humanos?
Eu, bom, eu tenho coisas que já consegui resolver bem, mas tem outras que ainda estou engatinhando...
É, passinhos de bebê.
Devagar e sempre, se bem que algumas vezes, eu tente atropelar etapas. E eu passo por cima mesmo... fazer o que... é errando que se aprende.
A maioria das pessoas mais interessantes que eu conheço ainda não resolveram tudo na vida e são cheia de dúvidas, aliás não há nada de errado em ter dúvidas, mas cuidado, muitas dúvidas podem fazer você passar por uma eterna criança, aí não é bom, não te levam muito a sério, agora se você não tá nem aí pra isso, as favas!!!
Na verdade o problema não esta em não saber ainda o que se quer em alguma parte da sua vida.... só não da pra demorar tanto tempo pra resolver, o tempo voa e muitas coisas não voltam.
Ser bem resolvido pode ter muitos significados....estar de bem com a vida, ser feliz com coisas simples, ficar junto de quem se gosta, fazer o que se gosta sem se importar com que os outros vão pensar,( isso não vai fazer diferença mesmo), colocar sua energia em coisas que realmente vão te fazer bem.
Isso na minha opinião é ser bem resolvido.
O resto é besteira! E deixa as teorias para quem realmente se preocupa com elas, um dia quem sabe elas servirão para alguma coisa.
Pra mim, sei que não!

 
 

Futebol ou não. Eis a questão.

Quarta-feira. Meio da semana.
Aquele dia que chamam cruelmente de dia do sofá.
Sim, porque à algumas décadas atrás, era sim o dia de namorar, o meio da semana, aquele dia em que a menina podia sair com o tão amado namorado.
Ela esperava ansiosamente a noite chegar, e com o consentimento do pai, esse que marcava o horário da chegada em casa, de preferência antes das 12h(sim porque amanha tem aula, trabalho, tem que dormir cedo),e então saía para um lanche ou um sorvete, tudo no maior respeito.
Ou quando não sempre, sob os olhares cuidadosos da familia, jantavam em casa mesmo, e depois todos juntos assistiam a novela das 21h.
Hmmm... estão pensando, guria doida essa!!! Isso foi literalmente no século passado!!
Pasmem, tenho 33 anos, e nos áureos tempos, isso acontecia na minha casa, meu pai nunca foi o mais severo, mas tinha suas regras.
Mas e hoje?
Hoje a quarta-feira é ainda o dia do sofá, mas o sofá para ver o futebol.
Sim, o futebol. Esse dia tão esperado pelas mocinhas casadoiras, agora é sinônimo de futebol na tv, ou no estádio, tanto faz.
Em conseqüência disso, passou a ser detestado por muitas mulheres.
O dia do joguinho no boteco e da ida aos estádios, tudo bem não vamos generalizar, me perdoem aquelas que como eu, gostam de futebol e torcem pelos seus times do coração.
Mas uma grande parcela ainda tem reservas com o esse esporte coletivo, homens correndo 90 min atrás de uma bola, detestável!
A quarta-feira virou o pior dia da semana, pelo menos para algumas.
E qual a saída?
Então algo aconteceu, em contrapartida, as mulheres, com seus milhões de neurônios sempre a procura de uma saída estratégica para todas as situações, elegeram a quarta como o dia da redenção feminina.
Eles vão ao estádio? vão aos botecos? Elas também, mas com as amigas.
Isso, o dia dos casaisinhos apaixonados, virou também, o dia da Butekagem feminina.
Bares e restaurantes abarrotados de mulheres sedentas de assuntos, risadas, muitas teorias, e alguns chopps e taças de vinho para aquecer o infinito leque de assuntos.
E temos todos os assuntos, não pensem que só falamos de homens(o que com certeza a maioria deles pensa), roupas, ou da fofoca quente do dia, não mesmo!
Falamos de tudo, tudo mesmo, de economia, do tempo, política, história, cinema, livros, arte, trabalho, estudos, até futebol, porque gostamos também de futebol, mas não somos escravas disso... e bem no fim...estão eles... os namorados, maridos, ficantes, casos e etc... o que for relevante a gente fala.
Sim, porque nosso repertório é muito mais vasto... papo de feminista?
Não, só algo que é comprovado até cientificamente.

Então meninas... aproveitem a liberdade da quarta-feira... se gostam de futebol, assistam com os namorados, seja nos estádios ou em casa ou com as melhores amigas... tanto faz.
Senão, saiam, divirtam-se, riam, curtam tudo que tem para curtir, escolham um lugar legal, para um vinho, um chopp e aproveitem o que a quarta tem de melhor, um dia para sair com quem gostamos, rever amigos e estar numa boa.
Na verdade, o futebol é só mais um motivo, seja para se reunir, ou para sair com pessoas queridas que nos fazem feliz!!

Bom... eu gosto de futebol...para mim o motivo é em dobro! Rs

Então enjoy e bom jogo!!!!!!

 
 

Pessoas e Pessoas.


Inicio de semana, dia lindo hoje. Sol, frio, tudo que eu amo.
Tinha escrito um post no fim de semana, apaguei ontem. Quem leu, leu. Quem não leu... melhor, tava ridículo.
Porque ridículo? Porque escrevi, no calor das emoções. Pra variar.
E hoje então, gostaria de falar de pessoas.
Não de alguém em específico, mas no geral.
Pessoas são estranhas, o ser humano é estranho. Sofre, fica feliz, com raiva, chora, ri, grita, berra, resmunga, chinga, brinca, uma profusão de sentimentos, que nem em um milhão de anos, e um PHD em psicologia, psiquiatria, antropologia e todas as "ias" poderiam explicar,
Coisa interessante isso... e mesmo assim, muitas pessoas ainda tentam explicar algumas questões da psiquê humana. Coisas do bicho homem, claro, eternamente questionador.
E porque? Para dar uma explicação a certas atitudes? Para ter certas respostas? Quem nunca errou, ou explodiu, ou ficou com raiva que atire a primeira pedra. Quem nunca falou mal de alguém, ou criticou sem ao menos saber sobre o que estava falando que levante a mão.
Pois é, somos HUMANOS. Temos defeitos, qualidades, e outras cositas más ainda inexplicáveis ao mais sábio dos peritos.
Eu não sou PHD, ou uma estudiosa no assunto, mas tento entender algumas coisas, e com certeza, ouço tudo e absorvo da melhor maneira possível. Algumas coisas, coloco em algum cantinho obscuro do meu cérebro, algumas passam à ser prioridade, outras nem me dou ao trabalho de gravar, lixo direto.
E sabe porque? Porque não me acho dona de nenhuma verdade, não mesmo, tenho meus arroubos, "personalidade forte", alguns dariam outra denominação menos elegante, à os que não tolerem pessoas assim, mas estou sempre tentando ser melhor do que ontem, e quem sabe amanha eu acorde me achando melhor do que hoje.
Pessoas que tentam explicar comportamentos, que criam teorias, debatem muito, criticam mais ainda, o que ganham? Na minha opinião, solidão, e um sem fim de rugas.
Tudo bem, todos temos o direito de escolher quem deve ou não permanecer na nossa vida, é o livre arbítrio, muito justo. Quem não nos faz bem, realmente não deve fazer parte dela.
Na vida chega uma hora que realmente escolhemos quem queremos por perto, e se pensarmos bem, ficam poucas pessoas, de que adianta uma agenda cheia de números de celular, uma lista interminável no msn, se você não tiver um amigo para conversar, para um simples café, ou mesmo para discutir... é discutir, discordar de você.
Uma coisa é certa, aprendi que de nada adianta ser cheia de teorias, muitas experiências, e blá blá blá se estamos sozinhos.
Tenho sorte, tenho pessoas que realmente posso chamar de amigos, poucos, mas fiéis, sem máscaras, sem preconceitos, sem julgamentos, se erramos, estamos aí, juntos e tentando sempre encontrar um jeito de levar essa vida maluca.
Há que se ver o contexto, não os fato isolados... não é? Então... vejamos tudo, mas tudo mesmo, para depois de um tempo não constatar que tudo poderia ter sido diferente, tanto na vida, nas amizades e nos amores...
Porque ninguém é tão certo que nunca tenha errado, e nem tão errado a ponto de não ser entendido.