Dia chuvoso, cinzento, típico de inverno.
Vinha caminhando pela Av. Oswaldo Aranha hoje pela manha, a caminho do trabalho, desviando das poças de água, entre um pensamento e outro, observava as pessoas apressadas, cabisbaixas, enrroladas em seus casacos de inverno e mantas coloridas.
Eu tenho uma mania sabe, olho para as pessoas na rua, e fico tentando imaginar o que se passa na vida delas, tipo, porque sorri sozinha, porque está séria, que música ouve nos fones, será que está triste? Feliz?
Está amando, pensando no trabalho ou nos filhos que queria ter, em algum amor não correspondido ou alguma mágoa do passado?
Tenho feito isso seguidamente, saio por ai sem destino, entro em um café, uma livraria, sento em algum banco de praça, e fico ali, observando e pensando.
Poderia escrever um livro com tantas coisas que imagino.
Interessante é as pessoas apressadas, como se o mundo fosse acabar em um dia.
E o pior, mesmo se fosse acabar, a maioria dessas pessoas não fez tudo aquilo que realmente queria, por medo, orgulho, rancor, fraqueza. E será que vale a pena?
Enfim, a tarde vai passando, o dia tá chegando ao fim e mais uma semana se foi.
A vida continua, as coisas estão acontecendo, e eu, eu vou continuar a observar as pessoas na rua, e imaginar histórias que só eu conheço, com alguns finais felizes, outros trágicos, outros engraçados,talvez tristes, mas meus finais.
Porque eu escrevo os meus finais.
Pode parecer meio doido isso, e até é, porque não gosto de pensar que sou totalmente normal não, deixo isso para os fracos e covardes, que tem medo de tudo, e preferem a tranqüilidade de uma vida previsível e sem graça.
Nem sempre tudo é perfeito quando escolhemos viver assim, mas sei que não passo desapercebida, eu não passo pela vida... a vida...essa sim, passa por mim, e em todos os sentidos.

 
 
 
 

Postar um comentário 2 comentários:

edson marques disse...

Renata,


escreva o livro com as imaginações que você tem!


Ficará belíssimo!



Abraços, flores, estrelas..

21 de junho de 2008 15:59

Celia Rodrigues disse...

Viver é uma aventura e um desafio. Constantes.
Concordo com o Edson, escreva o livro.
Abraços!

26 de junho de 2008 10:59

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