Chove na Alegre capital do Rio Grande, as ruas molhadas, os rostos sérios e o céu cinza, contrastam com o mar de guarda-chuvas coloridos que desfilam pelas ruas.

Dias chuvosos não me deixam melancólica, eu até gosto, claro que preferia estar em casa, embaixo das cobertas, vendo um filme e tomando um chá. Mas não posso, então, fazer o que.

No momento pensando em um tema que muito me me atrai, pessoas.
Em como cada ser é diferente, com seus medos, suas manias, suas perversões, seus arroubos, seus sentimentos, atitudes, e por ai vai. Cada um é um, é único.
Ja escrevi diversas vezes sobre pessoas e afins.
Mas gostaria de além de escrever sobre elas, poder entendê-las. Impossível.
Nem eu mesma me entendo as vezes, como poderia entender o outro.
É, as coisas não são tão simples como dizem por ai, dizemos que é simples pera encobrir a complexidade de tudo, e assim tornar mais fácil de ir levando, acreditando.
Uma coisa que me incomoda, muito, é o interesse, amizades por interesse, amor por interesse, elogios por interesse, criticas por interesse, choro por interesse, sorrisos por interesse, e eu poderia citar mais uma dúzia de outros "interesses". Todos detestáveis.
E o pior, todos ja fizemos, atire a primeira pedra quem nunca se aproximou de alguém para tirar algum proveito, ou fez um elogio esperando algo em troca, ou chorou, esperando assim o perdão por algum erro cometido.
É se procurarmos naquele cantinho obscuro do nosso insconsciente, acharemos. Com uma certa vergonha, procuraremos esquecê-lo, ou fingir que não aconteceu, mas ele vai estar lá, em alguma parte de nossas vidas.
Tudo bem, somos humanos, cometemos erros, e temos o direito de errar, e escolher errar, o famoso livre arbítrio.
Mas abusar da boa vontade alheia é demais. Essa é pra pensar.

 
 
 
 

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