Tava pensando, porque a maioria das pessoas prefere o lado mais difícil, sendo igual a todo mundo, sem perceber que o que fazemos de diferente, é o que move o mundo, criando assim as coisas mais especiais.


Só pra exemplificar, todos os grandes gênios e líderes eram chamados de insanos, excentricos e sonhadores, estando sempre a frente de seu tempo.

De Jesus Cristo a Martin Luther King, passando por Van Gogh e Salvador Dalí.


Mas foi só sendo assim... enfrentando a sociedade, é que eles deixaram marcas, e muitos seguidores.




 
 

Nem sempre tudo sai como queriamos, mas as surpresas batem em nossa porta diariamente.
Resta saber se queremos abri-la, ou não.
Muitas vezes, por pura distração, deixamos que a vida passe, sem ver o quão bela e deliciosa ela é.
Sem amarras, sem preconceitos, sem medo, sem julgamentos.
Abrir os olhos e enxergar além, muitas vezes é difícil, mas depois que fazemos isso, tudo fica tão claro, que parece que não vivemos até aquele momento.

Estou vivendo uma etapa na minha vida, tão nova e excitante, que há muito não vivia.
Deixa quieto. Ta ótimo.

 
 

O Beco.

Ela tinha 17 anos, uma vida pela frente, um futuro todo nas mãos... tinha sonhos, nada tão grandioso, mas que na sua opinião cabiam direitinho dentro da vida que havia escolhido.
Era bonita, sabia disso, e os olhares famintos, que ela sentia quase queimando sua pele, confirmavam.
Tinha consciência do seu poder de sedução, e abusava dele, para conseguir o que queria.
Fazer amizades era algo natural, como comer e dormir, tinha muitos amigos, e isso a tornava popular, algo de que se orgulhava muito.
O conheceu por acaso, em uma festa, ele 21 anos, bonito, circulava entre todos com uma desenvoltura invejável, era admirado também, como ela.
Pensou rápido, ele era perfeito, eram perfeitos.
Usou de todo seu poder de sedução, se olhou no espelho, estava impecável, simples, mas linda, usava tudo na medida, não gostava de chamar a atenção no que diz respeito a roupas e acessórios, mas sim que olhassem para sua beleza natural, seus longos cabelos negros, contrastavam com a pele clara, e os lindos olhos grandes e vivos, não precisava de artifícios.
Ele não demorou a notá-la, seu olhar magnetizante, seu jeito doce e ao mesmo tempo perturbador, o assaltou de imediato. Não conseguia tirar os olhos dela, de seu corpo, seu jeito de andar, tudo nela era perfeito.
Um jeito infantil, e ao mesmo tempo feminino e audacioso.
Seus olhos se encontraram, e o desejo foi recíproco, não precisaram falar nada, a respiração ofegante, o coração disparado, incontrolável.
Desde essa noite se viam regularmente, a separação era sempre triste, juras de amor, lágrimas, seus corpos se encaixavam perfeitamente, tudo era perfeito e intenso, poucas palavras eram trocadas, não era necessário, se bastavam, suas salivas eram suas frases, seus anseios, seus desejos.
Mas ela era livre, o amava do fundo de seu coração, como nunca amaria ninguém em sua vida, mas queria mais, queria os olhares novamente, a admiração, ser desejada, a liberdade que tanto almejou.
Gostava de sentir seu corpo, seus beijos, mas também tinha seus sonhos, e ele estava sufocando todos eles, inclusive ela.
Ele tinha medo de perdê-la, a queria só para si, quando saiam, ficava nervoso com os olhares, o ciúmes doía na pele, na alma, a vaga idéia de alguém desejando- a tocando-a, despertavam sentimentos horríveis, tinha medo disso, do que poderia fazer, mas era mais forte que ele.
Depois de muito sofrimento, cenas lastimáveis, inúmeros pedidos de perdão, juras de amor, e a promessa de que não os repetiria, o fim.
Ela ainda o amava, mas não havia como manter um relacionamento destrutivo.
Gritos, lágrimas derramadas, um sem fim de promessas, mas nada mais seria como antes, o amor não era mais o mesmo, o sentimento de posse acabara com tudo de puro e belo que existia.
Mas ele não aceitou, pediu, implorou, se humilhou, ela estava irredutível, não gostava dele da mesma maneira, ele se tornara um estranho, alguém que ela não conhecia mais, ela preferia lembrar-se dele como antes, carinhoso, amoroso, doce, forte e apaixonado, não esse fragmento de homem que havia se tornado.

O tempo passou.
E então aconteceu, numa noite sem lua, ela voltava para casa depois da aula, estava freqüentando o curso noturno, trabalhando de dia, e feliz, como a muito não ficava, sentia falta dele, e muitas vezes pensou em ligar, e quem sabe reatar, mas ele havia sumido, diziam que tinha viajado, ela até achou que ele havia mudado de vida e quem sabe estava feliz, como ela.
Perdida em seus pensamentos, nem notou uma sombra negra, que se movia fantasmagórica por entre as ruas, seguindo-a, silenciosamente.
Não teve tempo, não pensou em nada, nem sentiu dor alguma.
O liquido quente escorreu por seu ventre, foi quando suas pernas fraquejaram.
Levantou a cabeça, e seus olhos se encontraram, um brilho assustador e amedrontador, e a pergunta que saiu quase como um gemido.
Porque?
Ele abaixou-se, beijou-a, e saiu caminhando, lentamente.
Agora a tinha só para si, seus lábios nunca mais pertenceriam a outro.

 
 

Pessoas entram e saem de nossas vidas num piscar de olhos, estamos rodeados de "amigos" que parecem que sempre estiveram ali, como amigos de infância mesmo, muitas ligações, saidas semanais, segredos trocados que fariam corar o mais devasso, teorias, elogios, cumplicidade.
E derrepente, tudo termina, como o trailler de um filme, curto e intenso, fica-se sabendo de tudo em um piscar de olhos, o inicio do fim.
Ruim? as vezes sim, as vezes não. Diria que tudo depende do ponto de vista.
Mas como tudo, existem as excessões, as vezes conheçemos pessoas, que mesmo em um curto espaço de tempo, tornan-se realmente indispensáveis, e num certo dia acordamos e nos damos conta, que ja não vivemos mais sem elas.
Elas passam a fazer parte da nossa vida, muitas vezes, mesmo estando longe.
Estou aprendendo que as pessoas mais importantes, são aquelas que menos esperamos, e em muitos casos, a que damos menos valor, seja porque nem sempre estão perto, seja porque achamos que são muito diferentes da gente.
Na verdade, o que conta não são somente as igualdades, mas sim, as diferenças, muitas vezes são elas que nos aproximam mais, porque não adianta gostar das mesmas coisas, falar das mesmas coisas, ir aos mesmos lugares, ler os mesmos livros, se depois disso tudo, não tiver o que falar, debater, discordar.
Isso mesmo, discordar, esse, para mim é o segredo. Não discordar de brigar, mas sim de discutir, avaliar, debater, é praticamente um afrodisíaco mental.
Faz, acender a alma, queimar o coração.
Uma relação seja ela de amizade, ou não, se faz com coisas boas, alguns momentos ruins, diferenças, igualdades, debates acalorados, risadas e até algumas lágrimas.
Mas acima de tudo, se faz com SINCERIDADE.

 
 

Não gosto de ter preconceitos a respeito de nada, mas tem certas coisas que realmente não se misturam, meninos são meninos, e homens são homens, isso é um fato.

Claro, tudo tem uma excessão, correto, mas não adianta, a maturidade só vem mesmo com o tempo, e a idade.

Bom, alguns podem dizer agora, que as vezes nem com a idade, e muito menos com o tempo.

Mas cá entre nós, que ajuda, ajuda.

Virou febre entre as mulheres "maduras" sairem com guris mais novos, as atrizes adoram, nas novelas é algo totalmente normal, esses dias zapeando pela net, li um comentário de uma das atrizes do seriado Sex and the city, agora não lembro o nome dela, que namora um "baby" de 23 anos, (ela tem 50) dizia ela que basta ter carteira de motorista, que ela ta pegando. (sendo que nos EUA pode se tirar habilitação com 16 anos)

Não sei o que acontece com as mulheres, mas eu definitivamente não consigo me adaptar, tenho 33 anos, e na maioria das vezes que me aventurei pela faixa etária dos 20 e poucos do sexo masculino, depois dos 30 claro, não me dei muito bem.

Falta alguma coisa sabe, a conversa morre em determinados pontos, claro, tem o fator sexo, que lógico, tem muitas vantagens, algumas diriam que milhões, mas por favor né, se é só isso que conta, então sou um E.T no mundo feminino.

Não vou generalizar, repito sempre isso, mas nada supera a meu ver, alguém que goste das mesmas coisas que você, que converse as mesmas coisas, que recorde as mesmas coisas.

Puts, ja pensou, você falando sobre as músicas que gosta, e o baby só lembrar de Xuxa pra cá, mas também, quando o Depeche Mode tava fazendo shows por ai, e você tava dançando "Enjoy the Silence" nas festinhas, ele tava nascendo. O que você queria !

Não querendo ser chata, ou preconceituosa, mas gosto da experiência adquirida com o tempo, das conversas com conteúdo, de não ter que explicar que The Cure é uma banda, não o nome de algum filme do M. Night, de ter que esperar acabar o jogo no Playstation para sair e comer Bic Mac (tudo bem, também adoro Mac Donald's), e ainda ter que ouvir que sushi é comida de fresco, e comer peixe cru é o fim.
É, definitivamente não é pra mim.
Uma salva de palmas para as mulheres que adotam seus meninos!!
Isso inclusive foi tema de muitos filmes, quem não lembra do clássico "A primeira noite de um homem" com um Dustin Hoffman novinho, no dilema de sua primeira noite de amor com uma mulher bem mais velha, a belissima Mrs. Robinson, que vinha ser a mulher do melhor amigo de seu pai.
(Viu, só com mais de 30, no minimo, para lembrar desse filme)
Existem muitas fantasias a esse respeito, confesso que ja tive as minhas, algumas realizei, outras prefiro deixar no campo da imaginação.
Enfim, cada um com seu gosto, o que importa é o desejo e o amor, se eles existem, é deixar rolar e curtir, todos tem seus encantos, e os que passaram na minha vida, tem seu lugar guardado, comcerteza.
Não me prendo a regras, os "babys" que me desculpem, mas ainda prefiro os mais maduros, sem sombra de dúvida, sou um pouco antiquada nesse aspecto, gosto da sedução, do controle, e da proteção.
E ter que esperar o desenho dos Simpsons acabar, e aí sim, rolar aquela noite de amor, não né... não dá.

 
 

Não sou santa. Nunca fui, e nem tenho a pretenção de ser.

Minha vida sempre foi regida por mim, minhas emoções e por ELE lá de cima.

Meu coração é meu guia sempre, e mesmo quando ele tenta me passar a perrna, me induzindo à loucuras, eu escuto, ou me faço de surda. (esta última opção, normalmente é esquecida)

Dificilmente me arrependo de algo, e acho que a vida é mesmo para ser vivida, sem arrependimentos ou convenções, que na maioria das vezes só trazem amargura.

De que adianta ser livre, e não saber usar a liberdade de uma forma sadia, e deliciosamente pecaminosa?

Felizes os que sabem viver a vida plenamente, mesmo sendo tachados de loucos.
Eu, não me importo nem um pouco.
Porque loucos como nós, não morrem nunca.... vão sempre estar na imaginação, na memória e nas fantasias de muita gente.
E isso... não tem preço.


 
 

Sabedoria infantil:


- Dinda, ele gosta de ti?
- Não sei querida, não sei ainda.
- Mas porque?
- Porque isso não acontece assim tão rápido...
- Mas porque? ( os tão assustadores porques infantis)
- Porque gente grande é assim, complicada.
-Dinda, mas é assim, se tu gostar dele muito, mas muito mesmo, com certeza ele vai gostar de ti também. É assim, porque seria diferente?
- Hm. *silêncio


É, a vida podia ser simples assim. Com essa doce sabedoria infantil.

 
 

Aquele tão familiar vácuo nas postagens.
A calmaria faz isso, como disse um amigo meu, "Ostra feliz, não produz pérolas".
Preciso mesmo daquela dose de carga emocional para escrever algo, e hoje estou mais inspirada, talvez pelo fato de várias coisas terem acontecido nos ultimos dias.
Tenho prestado atenção em determinadas situações que me tem sido apresentadas, todas muito inusitadas, e eu que tento sempre entender tudo, chego à algumas conclusões.
Uma delas, e vou citar meu querido Edson Marques (novamente), usando uma frase que ele postou no seu blog hoje, "O tempo que temos aqui na Terra é sempre muito curto para que o percamos com outras coisas além de nós."
É, sábia frase.
Porque perdemos muito tempo nos importando, sofrendo, pensando, chorando, gastando um sem fim de energia, com pessoas e coisas que "realmente" não valem a pena.
É um pouco egoísta? Pode ser, mas as vezes devemos ser assim, para o bem de nossa sanidade emocional.
Nada é mais importante que nosso bem estar e nossa vida, devemos sim, ser egoístas nesse ponto.
Ja escrevi muita coisa sobre esse tema, ele é vasto.
E com certeza sempre vou ter algo a falar sobre isso.
Mas hoje, não quero pensar em nada que não seja EU, a vida é mesmo muito curta para desperdiçar com o que não vale a pena.

 
 

A melhor sensação do mundo, saltar para o desconhecido.
O frio na barriga, o gostinho do novo, a ansiedade gostosa que invade o corpo.
Um calor gostoso subindo pelo rosto, e o sentimento de quero mais.
Porque é algo viciante.
A liberdade é viciante.
Viciei.