A pele delicadamente branca, agora oscilava entre o rosado e o rubro intenso.
Caminhava à algum tempo, seus pés estavam cansados, mas tinha um propósito, não iria desistir.
Olhava tudo ao seu redor como se fosse a primeira vez, mas sabia já havia passado por ali antes.
O céu estava claro, uma brisa leve soprava em seu rosto, uma deliciosa sensação de liberdade.
Tinha todo o tempo do mundo, e isso era suficiente
Seu coração batia livre, acelerado, feliz...

Teve sua segunda chance, precisou de um motivo, uma oportunidade, e conseguiu.
Parou na porta, ansiosa como uma criança, suas mãos suavam, seu corpo todo tremia.
Tudo que a faria feliz, estava ali, atrás daquela porta.
Hesitante, bateu.
Ouviu os passos que se movimentavam ligeiros dentro da casa.
Como em um filme, toda sua vida passou diante de seus olhos, sorriu, pensando que tudo que havia vivido, foi a espera daquele momento.
Segundos que pareceram uma eternidade.
A porta se abriu. Os olhos se encontraram.
Um sorriso doce e encantador a recebeu.

O mundo podia parar, nada mais importava, sua vida estava completa.

E agora, ela estava completa.

 
 
 
 

Postar um comentário 10 comentários:

João da Silva disse...

Que delícia! Parece que você pegou um pincel e pintou a cena na minha mente. E a sensação final, o alívio, a alegria, tudo foi tão bem descrito, tão agradavelmente narrado, que eu vivi junto com você.
Amei, linda, amei!
Beijos carinhosos do João

28 de novembro de 2008 12:38

Alisson da Hora disse...

depois da porta a gente sempre se completa mais.

problema é ter coragem para abri-la.

beijo grande ;)

28 de novembro de 2008 13:53

Lis disse...

Renata,
Muito bonita sua narrativa. Uma felicidade encontrar o que se espera atrás da porta.

Beijos e bom findi!

29 de novembro de 2008 10:58

D.Ramírez disse...

Seus textos, a forma das virgulas, o "time" que vc usa na escrita me dá uma impressão de atentamento, sério. é forte, objetivo. Gostei muito. Gosto.
Besitos

29 de novembro de 2008 12:05

Marcos Campos disse...

Mais uma bela postagem, numa estoria simples mas com um grande volume de sentimentos humanos, que passam despercebidos, mas não a vc!
Bj

29 de novembro de 2008 15:47

Ciça disse...

Oi! Sei q estive ausente. Espero não mais assim ficar.

Escrever me liberta as dores... me alegra a alma.

Belo texto o seu...

Gostei mto!

Bjo

29 de novembro de 2008 19:59

Poesias e Canções disse...

Olhava tudo ao seu redor como se fosse a primeira vez, mas sabia já havia passado por ali antes.

Descreveu-me?
Assim sou eu...Sempre observando tudo como se fosse a primeira vez,buscando o novo no antigo,o renovo,o detalhe que pode ter passado desapercebido;tudo em minhas portas são intensamente vistos vividos,experimentados...como se fosse aprimeira vez...aliás vpi um filme assim e morri de rir,mas acredito que dessa forma seremos menos infelizes,menos doentes...
Eu não saberia explicar mas algumas coisas me atraem e portas são uma delas por dentro ou por fora...me revelam respeito;altura;limites;segredos;segurança;intimidade;silêncios;gargalhadas;suspense...e muito ,muito mais...também gosto de bancos;cadeiras e tronos e um belo jardim!
Um beijinho;
Obrigada por abrir-me a porta!
*A propósito joão escreveu a um tempo atrás algo a respeito de suas portas que também fez-me viajar!
Em meu blog escrevi algo sobre a recente tragédia em Santa Catarina

29 de novembro de 2008 20:17

Clara Mazini disse...

É bom quando podemos abrir as portas...

1 de dezembro de 2008 14:26

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