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Esperava à algum tempo, suas mãos suavam, seu coração batia acelerado e uma ansiedade gostosa tomava conta de seu corpo.
Não conseguia entender o que estava sentindo, era tudo tão novo, tudo que mais detestava, mais repudiava, estava nele, ele era orgulhoso, sarcástico, suas palavras eram sempre amargas, ferinas, mas não podia controlar o que sentia em sua presença, ele era magnetizante, seus olhos negros e profundos, por vezes até tristes, tinham algo perturbador.
Suas maneiras polidas e educadas, seu tom de voz hipnótico, sempre elegante, atraia todos para sua volta, não entendia que tipo de efeito ele causava nas pessoas, pois mesmo sendo muitas vezes detestado, com a mesma intensidade era venerado.
E agora estava ali, a espera daquele homem, que possuia um gênio forte e uma personalidade intrigante, por vezes cruel e indiferente.
Esperava por ele, ansiava por ele, ele era seu escolhido, não precisava de mais nada, somente um toque ou uma palavra sua.
Quando chegou não disse nada, tomou-a nos braços e beijou-a intensamente, seu beijo era quente, e sentiu todo seu corpo fraquejar, suas mãos eram fortes, guiadas pelo simples desejo de tocá-la, percorrê-la.
Nunca havia sido tocada antes, seus seios rijos, sua pele macia, seus fartos cabelos castanhos, que contrastavam com a delicada pele branca, eram um convite ao pecado.
Ele sabia que era o primeiro, e foi gentil e viril, forte e terno, ela retribuindo, entregou-se de corpo e alma a ele, a seus desejos, a tudo cedia com uma docilidade infantil, e ao mesmo tempo voraz, como se quisesse devorá-lo por inteiro.
Deixava-se guiar por seus pedidos, sua boca percorrendo seu corpo suado, seus gemidos quase sussurados, que pediam mais, enquanto ele como um viajante sedento, banhava-se no líquido quente que escorria de seu corpo, espesso e doce, como o mais puro néctar.
Queria que o tempo parasse, a explosão que sentiu por todo seu corpo a fez chorar, e nada no mundo poderia ser comparado ao que viveu naquele momento.
Seus corpos unidos em um, suas bocas juntas, e a respiração ofegante, sentiu-se bela, livre, uma mulher realizada pelo homem que havia escolhido para torná-la mulher.

O gozo foi intenso, longo, perdeu a noção de espaço e tempo, queria mais, ansiava por mais, e ele, com a experiência da maturidade, entendia seus movimentos, tocando-a e despertando nela sensações deliciosamente pecaminosas.
Poderia ficar durante horas ali, sentindo-o dentro de si, quente e forte, mas sabia que teria que ir.
Vestiu-se, ainda com seu cheiro no corpo, queria prolongar ao máximo aquela sensação de prazer e entrega que havia vivido, não se importava com mais nada.
Ele tentou em vão pedir que não fosse, mas não podia, o dia estava amanhacendo, e não poderia ficar mais.
Deixou-o exausto, em sua boca persistia o gosto dela, de sua inocência, que ele sugou com uma vontade quase insana.
Naquele momento só tinha uma certeza, a sensação de que não a veria mais, nunca mais.

 
 
 
 

Postar um comentário 3 comentários:

Sun(shine) , «3 disse...

Bem, tu ainda dizes que sao os outros que escrevem bem, e tu?
Meu Deus...que delícia de texto, vi um filme diante dos meus olhos, um filme daqueles dificeis de serem esquecidos :'D


beijinho querida,
lá do Rosas para ti.

17 de dezembro de 2008 16:44

Cadinho RoCo disse...

Quando sentimos a sensação da certeza sabemos estar além de qualquer dúvida e isso é tão estranho quanto misterioso.
Cadinho RoCo

17 de dezembro de 2008 17:24

D.Ramírez disse...

Começando pelo pequeno detalhe da foto, que é tudo de bom, sensualisimo ao extremo, seu texto mais uma vez nos conduz ao apice da sensualidade e erotismo, cercado por uma emoção que trancreve a da autora. Lindo mais uma vez...
Besos


(sumi um pouco em coments por esses dias pq pros clientes meu, o mundo terminda..hahaha..então a correira e os trabalhos ficaram apertados, mas to de volta;))
Besos

18 de dezembro de 2008 09:31

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