Sentia sua presença. Em tudo.


Seu cheiro, seu gosto, suas manias, a maneira como falava, seus gestos ainda tão familiares.


A maneira como faziam amor, o beijo quente e intenso, o corpo junto ao seu, o suor que escorria pelas costas, os olhos revirando de paixão, desejo, a respiração ofegante... e as palavras que gostava de dizer, junto ao seu ouvido.



Ele ainda estava lá. Em sua mente, em seu corpo, em seu coração.


Mas não mais presente em sua vida. Chorou sua morte.

Por dias sentiu como se tivessem arrancado algo de seu corpo, uma parte dela havia morrido, junto com ele.



* Muitas vezes é preciso dar as costas.E esquecer.

 
 
 
 

Postar um comentário 5 comentários:

...... disse...

Muitas vezes também é preciso fazer por onde, sem esperar,por receio de tentar encarar de fato o que há! porém, sempre haverá a unilateralidade da dúvida de um nunca saber o que de fato foi e de quanto representou para a reciproca, Se houve exclarecer na justa medida do percurso dos fatos ocorridos,seguir em frente talvez seja a melhor opção,do contrario seria apenas a escolha mais fácil.

5 de julho de 2009 00:29

Sun disse...

Este tipo de esquecimento é uma ilusão, é momentâneo. Esquece-se por um dia, dois no máximo. Há sempre qualquer coisa que nos desperta as recordações.
Conheço bem essa sensação de terem arrancado algo de dentro de nós.
Eu acho que quanto mais esforço se faz para se esquecer, mais profunda são as cicatrizes, e mais presente esta pessoa permanece em nós.
Digo isso por experiência própria, já lá vão quase três anos de tentativas falhadas...
A solução que encontrei foi me adaptar a sua presença e aceitar, e aceitar a sua ausência ao mesmo tempo. Pois há razões que a própria razão desconhece, principalmente quando toca o coração.

Beijo meu anjo.

5 de julho de 2009 09:46

Lis disse...

Pode ser difícil dar as costas, mas as vezes é realmente necessário. Nesses momentos há tanto que esquecer e só se lembra, mas...tempo, tempo, tempo...

Beijos, querida!

5 de julho de 2009 21:35

Érica disse...

Dar as costas é a parte mais difícil. As lembranças são eternas...
Também acho curiosa nossas semelhanças, como todas nós nos identificamos, mas acredito que nada é por acaso.
Admiro você, sua intensidade e tranparência.
Beijos linda.
:***

6 de julho de 2009 08:52

D.Ramírez disse...

Gosto desse estilo seu de escrever. Muito!
Besos

9 de julho de 2009 08:47

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