Sentada na sala vazia, o pequeno bilhete entre os dedos.

Palavras simples. Escritas a mão.

(...) A mulher do sorriso constante, do sonho constante... querer ser feliz.(...)


Sabia o que queria dizer. Leu e releu dezenas de vezes.

Mas o que havia escutado doía. O bilhete era somente a reparação (ou a tentativa) de algo, que ja sabia ser irreparável.


Como posso amar alguém assim? Que ama incondicionalmente? Foi o que ouviu.

As palavras ecoavam em sua cabeça. Tudo que havia feito, fora amar. Sem reservas.Incondicionalmente.

Realmente a decisão estava em suas mãos. Sempre estivera.

Como um jogo.
De palavras.
De sentimentos.
De mãos.
De corpos.


Olhou a volta. Sem lágrimas dessa vez.

Sem melodramas.

Sem despedidas.







 
 
 
 

Postar um comentário 8 comentários:

Érica disse...

A foto é linda, poetica em si só. Amar é uma constante, não sei quando vivi sem amar. O problema não é amar a quem ame sem reservas, inclusive o amor só pode ser sentindo assim, puro, sem meio termo, o difícil é receber esse amor sem está na sintonia, porque ai não se sente de verdade. Não se faz amor de um, o amor é dois, três, ou mais... É plural.
Adorei como sempre, e eu sei que sempre digo que adoro, mas porque adoro mesmo, é muito inspiradora suas escritas. Inclusive é oq ue eu to precisando sabe. Queria tanto escrever um texto legal, uma poesia, um conto sei lá... Mas minha cabeça parece que esvaziou, tem nada dentro.
Beijos Rê.

5 de agosto de 2009 17:13

Lis disse...

Renata,

Gostei dos seus dois textos últimos...ando meio assim, e meio sem tempo...meio sem palavras...

Beijinho, querida.

5 de agosto de 2009 19:17

Sun disse...

Babe,
quando quiseres, sabes que tou aqui pra ti

:)

um beijo

6 de agosto de 2009 10:11

Tata disse...

UUUUUi que triste!
Mas, a vida é assim mesmo.
A gente é que escolhe viver intensamente ou superficialmente para não se machucar.Eu prefiro intenso ao insosso.
E.... a vida é um jogo sim, mas somos nós que damos as cartas!!
vire o jogo!

bjinhos

7 de agosto de 2009 00:37

Vieira Calado disse...

Por cá também se joga esse jogo...

Bjs

7 de agosto de 2009 21:27

Menino Poeta disse...

Um bilhete, um coração a pulsar com desejos a sentir, com uma língua a treme com lábios secos sem noção com a esperança nas mãos. Ah!! Bilhete que muita das vezes fala mais que uma emoção que uma ação, só não fala mais do que teus beijos de amor. Belíssimo o seu post. Gostei demais do seu blog!! show de bola!!!!

7 de agosto de 2009 22:35

Aline Dias disse...

eu não posso mais amar alguém enquanto não amar o que sou outra vez.

beijos re

8 de agosto de 2009 11:59

Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi Renata! Gostei, pequeno no tamanho e gigante na profundidade.

Beijos,

Furtado.

9 de agosto de 2009 22:37

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