Deitada de bruços sobre a cama desfeita, mexia nos cabelos despreocupadamente.

A penumbra do quarto fazia seu corpo nu e molhado pelo suor, parecer ainda mais tentador.


Pensou no que havia acontecido a poucos minutos, e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.

Passou a mão entre as pernas, estava úmida, e na boca o gosto agridoce de seu desejo ainda era forte.

Pensou...
Ele ainda estava presente em sua vida, em seu coração, em seu pensamento, mas principalmente...

Dentro de sua calcinha.


* É...a vida como ela é.








 
 

Luxúria

Perco as rédeas
Quando você
Demora, devora, implora
E sempre por mais (...)

(...) Eu sou navalha
Cortando na carne
Eu sou a boca
Que a língua invade
Sou o desejo
Maldito e bendito
Profano e covarde

(...)Sou o encaixe
O lacre violado
E tantas pernas
Por todos os lados
Eu sou o preço
Cobrado e bem pago
Eu sou...
Um pecado capital...



* A luxúria sempre me vençe.


 
 


Sem meias palavras.

Sem meias verdades.

Sem meias vontades.

Sem meios para tentar se enganar e tentar ser meia boca, ou meio termo ou meio assim ou meio assado.

Sem meias teorias ou histórias inventadas e mal acabadas.


Não quero nada pela metade.
Porque dentro de mim não cabe o meio, não cabe o avesso, não cabe o singular, não cabe o subjetivo.


Quero o inteiro,o direito, o plural e o substantivo.


Quero a frase completa e a palavra correta.


Quero somente aquilo que sei... que em todos os momentos, posso ser aquilo que sou.





 
 




*E ela me olhou com aqueles olhos.

Olhos do demônio, em um rosto com proporções tão angelicais.



É...no céu além de nuvens, existe sexo, drogas e palavrões.






* Conversa de bar.

 
 


Se sua resposta for não.




Será que posso mudar sua opinião?



Quem sabe ... porque não?





 
 


Olhou-o demoradamente,estava aterrorizado,implorou,chorou,rogou que não o deixasse.

Não sabia direito o que sentia, se era raiva, tristeza, rancor ou mágoa.

Muito do que havia passado era culpa de suas atitudes tresloucadas, sua vida fora toda em função dele, esteve sob seu domínio, vivendo, sentindo e fazendo tudo sem pensar, sem medir as conseqüencias, sua liberdade viceral a atraía, era impossível resistir.

Uma mistura de satisfação e ansiedade tomou conta de seu corpo, a sensação de estar com ele nas mãos era inexplicável, seu corpo tremia e o suor escorreu por suas costas.

Agora estava ali, indefeso, pronto para ser abatido.

Desferiu somente um golpe, e esse foi fatal.

Não chorou sua morte.

Olhou-o mais uma vez, seu coração,agora repousava inerte e sem vida.


Saiu sem olhar para trás, suas emoções já não existiam mais.
Seu peito estava vazio.


Agora estava vazia.