O corpo molhado pelo suor brilha na penumbra do quarto.

A respiração ofegante, o coração acelerado, a vontade quase primitiva.


Podia ficar assim, podia suportar tudo, a vontade, a ausência tão presente, o desejo que brotava enlouquecedor e que em alguns momentos tornava-se insuportável.


Mas não podia suportar não esquecer.

Esquecer o esquecível. Era esse seu desejo.

Era essa sua tarefa mais difícil.



 
 
 
 

Postar um comentário 6 comentários:

Érica disse...

Na verdade, nunca dá pra esquecer simplesmente, sempre algum momento se faz lembrança, se faz presença, e apenas podemos desgastar em pensamentos. Doi, doi, doi... Mas a dor passa.

Beijos minha queria, saudades!!!
:***

2 de fevereiro de 2010 08:59

Sun disse...

O quê é esquecível? Certamente te lembrarás de algo e me dirás, e quando fizeres isso, me provarás que nada se esquece realmente.

Beijo amore*

2 de fevereiro de 2010 22:09

Rosemildo Sales Furtado disse...

Realmente, quando o relacionamento é intenso, deixa marcas, e essas, por sua vez, são difíceis de esquecer.

Muito profundo. Adorei!

Beijos e perdoe-me pela visita.

Furtado.

2 de fevereiro de 2010 23:04

Marcos Campos disse...

Oi Re!
"Esquecer o esquecível. Era esse o seu desejo"
Fiquei a pensar nisso...

3 de fevereiro de 2010 12:51

Dilberto L. Rosa disse...

Esquecível ou inesquecível...? Difícil deixar toda esta vida se escorrer pelos poros ofegantes, não...? Belas reminiscências...

Ultimato: última visita sem retorno por aqui! Abração (último?!)!

6 de fevereiro de 2010 21:11

Bia Maia disse...

Esquecer o esquecível...missão impossível...

Lindíssimo texto!

Lindíssimo como escreve, renata!

amo demais estar aqui!

beijos,

Bia

8 de fevereiro de 2010 13:24

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